Quanto o iFood cobra de comissão? A conta que ninguém te mostra
O iFood cobra entre 12% e 30% de comissão por pedido, dependendo do plano contratado pelo restaurante — em torno de 26,5% nos planos mais completos, que incluem repasse de entrega. Num pedido de R$ 45, isso são cerca de R$ 12 que saem antes de qualquer custo do próprio negócio.
Quanto o iFood cobra de comissão, na prática
A comissão do iFood varia entre 12% e 30% por pedido, dependendo do plano contratado pelo restaurante — quem usa os planos mais completos, com repasse de entrega incluído, paga em torno de 26,5%. Isso significa que, num pedido de R$ 45, algo perto de R$ 12 já sai antes de qualquer custo de ingrediente, embalagem, gás ou entregador.
Esse percentual não é escondido — está nos termos do próprio iFood — mas raramente é o número que o dono de restaurante tem na cabeça no dia a dia. O que costuma faltar é a conta em reais, mês a mês, feita com o próprio volume de pedidos. É essa conta que muda a forma de olhar pro número.
Quanto isso dá em reais por mês
Pega o seu ticket médio, multiplica pelos pedidos do mês e depois pela comissão do seu plano. Alguns exemplos com a faixa de 26,5% (planos mais completos):
| Ticket médio | Pedidos/mês | Vendas no mês | Comissão (26,5%) | |---|---|---|---| | R$ 30 | 200 | R$ 6.000 | R$ 1.590 | | R$ 40 | 300 | R$ 12.000 | R$ 3.180 | | R$ 50 | 400 | R$ 20.000 | R$ 5.300 |
Repare que essa conta é só a comissão — ainda não entrou o custo de ingrediente, embalagem, gás ou entregador, que existem independente de como o pedido chegou até você. A comissão é um custo a mais, por cima de tudo isso, só porque o pedido passou pelo aplicativo.
É por isso que comparar só o percentual da comissão entre diferentes canais de venda subestima a diferença real. Um pedido de R$ 40 feito direto pelo WhatsApp ou por um cardápio digital próprio já tem margem maior antes mesmo de qualquer desconto, porque não existe essa fatia saindo antes do restaurante ver o dinheiro.
Por que o iFood cobra essa comissão
Vale ser justo aqui: a comissão não é um golpe, é o preço de um serviço real. O iFood investe em marketing pra atrair cliente novo pra dentro do aplicativo, mantém a estrutura de busca e recomendação, cuida da logística de entrega (nos planos que incluem isso) e resolve disputa e suporte quando dá problema no pedido. Pra um restaurante que ainda não tem visibilidade própria, isso vale a pena — é a troca de uma fatia da venda por alcance que seria caro (ou lento) de construir sozinho.
O ponto não é que a comissão seja injusta. É que ela faz sentido especificamente pro pedido que veio da descoberta dentro do aplicativo — de alguém que não te conhecia e encontrou seu restaurante ali. Ela deixa de fazer sentido quando é cobrada em cima de um pedido que já era seu de qualquer jeito: o seguidor do Instagram que já sabe seu nome, o cliente que te chama direto no WhatsApp, quem senta na sua mesa ou passa no balcão pra retirar. Esse pedido não veio da vitrine do aplicativo — só está pagando a mesma taxa dele.
Essa distinção é o que separa um dono de restaurante que só reclama da comissão de um que efetivamente reduz o próprio custo: o primeiro trata todo pedido como se tivesse vindo do aplicativo; o segundo separa a origem de cada pedido e só aceita pagar a taxa onde ela realmente compra alguma coisa — alcance de cliente novo.
O que fazer com esse número
A resposta mais simples não é abandonar o iFood — pra a maioria dos restaurantes, isso jogaria fora alcance real que custaria caro reconstruir. A resposta é separar os dois tipos de pedido: manter o iFood pra quem ainda não te conhece, e usar um canal próprio — sem comissão — pra quem já é seu cliente.
Esse é exatamente o raciocínio por trás de um cardápio digital próprio: um link e QR code que você controla, onde o pedido do Instagram, do WhatsApp, da mesa e da retirada cai direto pra você, com pagamento por PIX e sem nenhuma fatia saindo pro aplicativo. Multiplique a comissão que você paga hoje pelos pedidos que já chegam direto (não pelos que vêm da descoberta do iFood) — esse é o número que realmente muda de mês pra mês se você tirar esses pedidos de dentro do aplicativo.
Se quiser entender esse raciocínio com mais detalhe — incluindo por que faz sentido manter os dois funcionando ao mesmo tempo — vale ler alternativa ao iFood sem comissão. E se ainda não sabe o que é, na prática, um cardápio digital com pedido e pagamento integrados, o guia completo de cardápio digital explica do zero.
Perguntas frequentes
Não. O percentual varia conforme o plano contratado pelo restaurante, numa faixa de 12% a 30% — 26,5% é o valor comum nos planos mais completos, que incluem repasse de entrega.
É cobrada sobre o valor do pedido processado pelo aplicativo — por isso o cálculo certo é sempre feito em cima do ticket médio e do volume real de pedidos do mês, não de um prato isolado.
Isso depende do porte do restaurante e da negociação direta com o próprio iFood — não é algo padronizado nem garantido. O caminho mais previsível pra reduzir o impacto da comissão é diminuir a fatia de pedidos que passa pelo aplicativo, migrando pra um canal próprio os pedidos que já eram seus.
Pra maioria dos restaurantes, não — o iFood ainda traz cliente novo que não viria de outro jeito. O que vale a pena é parar de pagar essa mesma comissão nos pedidos que não vieram da descoberta do aplicativo, usando um cardápio digital próprio pra esses casos.