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Taxa de Entrega no Delivery: Por Bairro ou Por Km? Como Cobrar com Exemplos de Conta

A taxa de entrega do delivery deve cobrir o custo real da corrida: motoboy, combustível, desgaste da moto e embalagem. Bairro funciona bem pra poucas regiões fixas. Km pela rota real funciona melhor em área grande, onde a distância muda muito o custo. O pior modelo é a taxa única de qualquer jeito.

Quais modelos de taxa de entrega existem no delivery?

Existem cinco jeitos de cobrar a entrega, e cada um resolve um problema diferente.

  1. Taxa única. Todo mundo paga o mesmo valor, de qualquer lugar. É o mais simples de explicar e o que mais gera prejuízo escondido, porque quem mora perto paga a mais e quem mora longe paga a menos do que a corrida custa.
  2. Taxa por bairro. Você cadastra uma lista de bairros e um valor pra cada um. Funciona bem quando sua área é um punhado de regiões conhecidas e você já sabe de cabeça quanto custa chegar em cada uma.
  3. Taxa por faixa de km. Até 3 km é um valor, de 3 a 6 km é outro, e assim por diante. A maior faixa define o limite da sua entrega.
  4. Taxa por distância real. O valor sai de uma conta: uma parte fixa mais um valor por km rodado. A distância é medida pela rota de ruas, não em linha reta.
  5. Frete grátis acima de X. Não é um modelo de cálculo, é uma regra que vem por cima de qualquer um dos outros: o pedido que passa de certo valor não paga entrega.

A escolha não é questão de gosto. É questão de como a sua área é desenhada, e de quanto o custo da corrida varia de um cliente pra outro. Se a variação é pequena, simplifique. Se é grande, a taxa única vai te custar dinheiro todo mês. Quem está começando e ainda não montou a operação de entrega pode ler antes como montar delivery próprio, que cobre entregador, raio e rastreio.

Quanto custa de verdade uma entrega?

Antes de decidir qualquer taxa, você precisa do custo real da corrida. A maioria dos donos olha só o que paga ao motoboy e esquece o resto. A conta completa tem quatro partes:

  • Motoboy. Se for próprio, divida a diária pelo número médio de entregas do turno. Se for terceiro, é o valor da corrida.
  • Combustível. Distância de ida e volta, dividida pelo que a moto faz por litro, vezes o preço do litro.
  • Desgaste. Pneu, óleo, corrente, revisão. Muita gente ignora, mas moto de entrega roda muito e esse custo existe.
  • Embalagem. Sacola, lacre, descartável, guardanapo. Em delivery pequeno passa de R$ 1 por pedido sem ninguém notar.

Exemplo com números inventados pra você trocar pelos seus, entrega de 4 km (8 km no total, ida e volta):

ItemContaValor
Motoboy própriodiária de R$ 100 ÷ 10 entregasR$ 10,00
Combustível8 km ÷ 35 km/l × R$ 6,00 por litroR$ 1,37
Desgaste da moto8 km × R$ 0,40 por kmR$ 3,20
Embalagemsacola, lacre e descartávelR$ 1,50
Custo da entregaR$ 16,07

Se o seu motoboy for terceirizado, troque a primeira linha pelo valor que a corrida custa pra você e tire o desgaste, que fica com ele. O custo pode sair parecido ou menor, mas você perde controle sobre o horário e sobre quem aparece na porta do cliente.

Agora repare no número: R$ 16 de custo numa entrega que o cliente, com taxa única de R$ 8, paga pela metade. Num pedido de R$ 45 com margem de contribuição de 40% (R$ 18 que sobram depois de insumo e taxas), você ficaria com R$ 10 de sobra depois de absorver os R$ 8 da diferença. Se a margem do prato ainda é um mistério pra você, resolva isso primeiro em como precificar prato de restaurante.

Taxa por bairro: quando faz sentido?

A taxa por bairro faz sentido quando você consegue listar, na cabeça, os bairros onde entrega e o custo de cada um. É o modelo mais fácil de o cliente entender: ele escolhe o bairro e vê o valor, sem conta nenhuma.

No pede.me, a taxa por bairro está no plano grátis. Você cadastra bairro e valor em Configurações, na parte de entrega. No checkout, o sistema tenta identificar o bairro pelo endereço escolhido e mostra a taxa; se não identificar, o cliente escolhe numa lista. O valor é sempre calculado no servidor, então ninguém consegue alterar o frete pelo navegador. Se o endereço do cliente cai num bairro que você não cadastrou, o pedido não é bloqueado: o cliente vê um botão pra perguntar a taxa pelo WhatsApp da loja, e o pedido chega marcado no painel pra você conferir antes de entregar.

Pontos fortes: simples, previsível, fácil de comunicar. Pontos fracos: bairro grande tem entregas curtas e longas dentro dele, e você cobra igual. Bairro de fronteira confusa também gera discussão.

Dica prática: se um bairro tem trechos com custo muito diferente, divida em dois ("Centro" e "Centro alto", por exemplo) em vez de cobrar a média e perder em metade das corridas.

Taxa por faixa de km ou por distância real: qual a diferença?

Os dois medem quanto o entregador vai rodar. A diferença está em como o valor vira preço.

Por faixa: você define "até 3 km, R$ 7", "até 6 km, R$ 12", e assim por diante. O cliente vê um degrau. A maior faixa que você cadastrar é o alcance da loja: além dela o checkout recusa a entrega e oferece o WhatsApp.

Por valor por km: você define uma base mais um valor por km. Por exemplo, R$ 4,00 de base mais R$ 1,60 por km. Uma entrega de 6,2 km sai por R$ 13,92, uma de 2 km sai por R$ 7,20. Dá pra definir também um piso (a taxa nunca fica abaixo de um valor) e um alcance máximo.

Nos dois casos o que importa é a rota real, não a linha reta. Num teste que fizemos com uma loja do litoral de Santa Catarina, um bairro a 3,6 km em linha reta ficava a 6,2 km pela rua, 72% a mais, por causa do morro no meio do caminho. Quem cobra pela linha reta enxerga uma entrega barata e, na prática, paga uma entrega cara. Pela rota de ruas, o valor reflete o que o motoboy realmente roda.

No pede.me, a taxa por faixa de distância e a por km pela rota são do plano Pro (R$ 49,90/mês). O sistema mede a distância no checkout, mostra pro cliente o valor com a quilometragem (algo como "Taxa de entrega (6,2 km)", seguido do valor calculado) e grava a distância no pedido, o que ajuda a conferir e a explicar o valor se o cliente questionar.

Como não perder dinheiro nas entregas longas?

Entrega longa é onde a taxa única te machuca. Veja a conta com o custo que calculamos acima, num pedido de R$ 45 e margem de contribuição de 40% (R$ 18):

FaixaCusto médioTaxa cobradaVocê bancaSobra do pedido
até 2 kmR$ 10,00R$ 7,00R$ 3,00R$ 15,00
2 a 4 kmR$ 14,00R$ 10,00R$ 4,00R$ 14,00
4 a 6 kmR$ 19,00R$ 15,00R$ 4,00R$ 14,00
6 a 8 kmR$ 24,00R$ 20,00R$ 4,00R$ 14,00
taxa única de R$ 8 em 8 kmR$ 24,00R$ 8,00R$ 16,00R$ 2,00

Na última linha, a taxa única transforma um pedido de R$ 18 de margem em R$ 2. Você vendeu, trabalhou, e quase não sobrou nada.

Passos pra proteger a margem nas entregas longas:

  1. Calcule o custo por faixa, como na tabela, com o seu motoboy e a sua moto.
  2. Decida quanto absorver. Um ponto de partida é bancar de 20% a 40% do custo, pra a taxa não assustar. Você escolhe esse percentual.
  3. Defina um alcance máximo. Além de certa distância, a entrega não compensa. Recuse ou ofereça retirada.
  4. Suba o pedido mínimo pras regiões distantes, quando a ferramenta permitir, ou pelo menos compense com frete grátis só acima de um valor.
  5. Revise a cada mês. Combustível, diária e tempo de trânsito mudam.

Frete grátis com pedido mínimo: como calcular sem prejuízo?

Frete grátis acima de um valor é a regra que mais ajuda o ticket médio, quando bem calibrada. A ideia é que o cliente, perto de ganhar o frete, adicione mais um item. A conta precisa fechar nos dois lados.

Exemplo: ticket médio de R$ 45, margem de contribuição de 40%, frete médio de R$ 10.

  • Você define frete grátis acima de R$ 70.
  • Quem estava em R$ 45 e sobe pra R$ 70 gera R$ 25 de venda extra, o que dá R$ 10 de margem. A margem extra paga exatamente o frete que você deixou de cobrar. Empate.
  • Quem já pedia R$ 70 ou mais passa a não pagar frete: você perde R$ 10 por pedido sem ganhar nada em troca.

Por isso o valor do frete grátis precisa ficar acima do seu ticket médio atual, algo como 30% a 60% acima, e você precisa de gente subindo o pedido pra compensar. Se o frete grátis cai abaixo do ticket médio, o desconto vai pra todo mundo e nada muda no comportamento.

No pede.me, o frete grátis acima de um valor é configurado em Configurações, na parte de entrega. A regra olha o valor dos itens, antes de cupom, que é o que o cliente lê no cardápio ("frete grátis acima de R$ 70"). O pedido mínimo é outro campo da mesma tela e vale sobre os produtos, sem somar o frete, pra o cliente não fechar o mínimo pagando só a entrega.

Pro seu cardápio de marmita, onde o ticket costuma ser pequeno e o pedido repetido, essa combinação (mínimo mais frete grátis) é bem útil. Você pode ver como isso aparece pro cliente na página de cardápio digital para marmitaria.

Como entregar só no meu município?

Se você tem medo de cliente de cidade vizinha fazer pedido que você não consegue entregar, taxa fixa não resolve: ela não limita nada. Raio em km também não resolve direito. Uma cidade média pode ter mais de 20 km de ponta a ponta, e a cidade vizinha pode estar a 11 km do seu ponto.

A trava certa é a do município. No plano Pro do pede.me existe a opção Entregar só dentro da cidade da loja, em Configurações, na parte de entrega e retirada. Quando você liga, o sistema confere o endereço escolhido pelo cliente contra o limite oficial do município (os dados são do IBGE). Se o endereço cai fora, o checkout avisa que a loja entrega só na sua cidade e o pedido não passa. Isso vale em qualquer modo de cobrança: fixa, por bairro, por faixa ou por km.

Um detalhe: pra conferir, o cliente precisa escolher o endereço na lista de sugestões, que traz a localização no mapa. Endereço digitado à mão, sem escolher da lista, não é aceito nessa conferência. E pedidos que você mesmo lança pelo painel não passam pela trava, porque você sabe onde entrega.

Qual modelo escolher no seu delivery?

Use este roteiro curto:

  • Menos de 4 bairros, área pequena: taxa por bairro, no plano grátis.
  • Área média, 5 a 15 bairros bem conhecidos: taxa por bairro, com cuidado de dividir os bairros grandes.
  • Área grande ou com relevo e barreiras: faixa de km ou valor por km pela rota real (Pro).
  • Ticket baixo e pedido repetido: pedido mínimo mais frete grátis acima de um valor acima do ticket médio.
  • Só entrega na própria cidade: ligue a trava do município (Pro).

Seja qual for o modelo, a ordem de trabalho é a mesma: descubra seu custo real, escolha quanto absorver, teste por duas ou três semanas e olhe os números. Se quiser ver tudo funcionando sem pagar nada pra começar, o cardápio digital grátis tem taxa por bairro, sem comissão por pedido.

Pra montar o seu cardápio com a taxa de entrega do seu jeito, crie a conta em app.pede.me/signup. O plano grátis é grátis pra sempre, sem comissão sobre as vendas.

Perguntas frequentes

Depende do desenho da sua área. Se você atende poucos bairros bem definidos, a taxa por bairro é simples e o cliente entende na hora. Se a área é grande, com ruas longas, morro ou rio no meio, a cobrança por km pela rota real é mais justa e evita que você perca dinheiro nas entregas distantes. No pede.me, a taxa por bairro está no plano grátis e a cobrança por distância e por km fica no plano Pro (R$ 49,90/mês).

Some o custo real da corrida: motoboy (diária dividida pelas entregas do turno, ou o valor da corrida do terceiro), combustível, desgaste da moto e embalagem. Esse total é o seu custo. A taxa pode cobrir tudo, ou só parte dele, se você decidir bancar uma fatia pra não espantar o cliente. O importante é saber o número antes de decidir quanto absorver.

Vale quando o valor mínimo pra ganhar o frete fica acima do seu ticket médio atual, de modo que o cliente seja empurrado a pedir mais. A conta fecha quando a margem do item extra cobre o frete que você deixou de cobrar. Frete grátis num valor abaixo do ticket médio só te faz pagar a entrega de quem já ia pedir daquele jeito.

Limite a entrega ao município. No plano Pro do pede.me existe a opção Entregar só dentro da cidade da loja: o sistema confere o endereço do cliente contra o limite oficial do município (dados do IBGE) e recusa o pedido de fora, em qualquer modo de cobrança. Quem pede de outra cidade vê o aviso de que a loja entrega só na sua cidade.

Um bom ponto de partida é um valor entre 20% e 40% acima do seu ticket médio de delivery, ou o suficiente pra que a margem do pedido pague a entrega com folga. No pede.me o mínimo vale sobre os produtos, sem contar o frete, então o cliente não consegue completar o mínimo só com a taxa de entrega.

São modos de cobrança diferentes, e a loja usa um por vez: valor fixo, por bairro ou por distância. O que combina com qualquer um deles é o frete grátis acima de um valor, o pedido mínimo e, no Pro, a trava de entrega só no município. Se um endereço fica fora dos seus bairros cadastrados, o cliente vê a opção de perguntar a taxa pelo WhatsApp da loja.

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