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Como Sair do iFood Sem Perder Clientes: Plano de Migração em 30 Dias
Pra sair do iFood sem perder clientes, não feche a loja no app: monte um cardápio próprio com PIX, chame quem já compra de você pra pedir direto (QR na embalagem, cupom, Instagram, lista de contatos) e vá reduzindo o volume do marketplace aos poucos. Em 30 dias dá pra mover os primeiros pedidos.
Preciso mesmo sair do iFood?
Provavelmente não por inteiro, e é melhor encarar isso logo. O iFood traz gente que nunca ouviu falar do seu delivery, e esse alcance custa caro de reconstruir sozinho. O que não faz sentido é pagar comissão sobre quem já é seu cliente e só pediu pelo app porque era o hábito.
Então "sair" aqui quer dizer mover pedidos, não fechar a porta. A meta honesta pra um delivery pequeno é algo como: de cada 10 pedidos, passar 3 ou 4 pro canal próprio nos primeiros meses, e ir subindo conforme o canal se prova. Quem quiser sair de vez pode, mas vai por último, não primeiro.
Antes de começar, três perguntas que definem o tamanho do plano:
- Quantos dos meus pedidos no iFood são de cliente que já pediu comigo antes? (Se o portal do parceiro mostrar clientes recorrentes, use esse número.)
- Eu tenho entrega própria ou dependo da entrega do app?
- Eu tenho contato direto (WhatsApp, Instagram) com algum desses clientes?
Se a resposta da 2 for "dependo do app", seu plano inicial deve focar em retirada no balcão e em entrega por motoboy próprio ou freelancer. O artigo como montar delivery próprio detalha essa parte, então não vou repetir aqui.
Quanto sobra por pedido no marketplace e no canal próprio?
Sobra mais no canal próprio, e a conta é simples. Os percentuais variam por plano, então use o seu: nos planos que encontrei em fontes de mercado, a comissão fica em torno de 12% no plano básico e 23% no plano com entrega, mais uma taxa de pagamento online de cerca de 3,2% (confira no seu contrato, essas faixas mudam). O artigo quanto o iFood cobra de comissão faz essa conta com mais calma.
Pra o exemplo abaixo vou usar 25% no total (comissão mais taxa de pagamento) num pedido de R$ 50, com insumo de 30% (R$ 15) e embalagem de R$ 2:
- No iFood: R$ 50,00 do pedido, menos R$ 12,50 de taxas (25%), R$ 15,00 de insumo e R$ 2,00 de embalagem. Sobram R$ 20,50 antes de mão de obra e contas fixas.
- No canal próprio com PIX: R$ 50,00 do pedido, sem taxa, menos R$ 15,00 de insumo e R$ 2,00 de embalagem. Sobram R$ 33,00.
A diferença é de R$ 12,50 por pedido. Se você mover 100 pedidos por mês, são R$ 1.250 a mais no caixa. Mover 40 pedidos já dá R$ 500.
Agora seja honesto com o custo do canal próprio: ele não é zero de trabalho. Se você oferecer R$ 5 de desconto pra convencer o cliente, a sobra cai pra R$ 28,00, ainda R$ 7,50 acima do iFood. Se precisar pagar um motoboy por fora, entra na conta também. A comparação justa é sempre "o que sobra por pedido", nunca "o preço do cardápio".
Plano de 30 dias pra sair do iFood: visão geral
O plano tem quatro semanas, e cada uma tem uma entrega concreta:
- Semana 1, cardápio próprio e PIX: link no ar, pedido de teste feito e pago.
- Semana 2, embalagem e primeiro convite: QR code e cartão em todo pedido que sair.
- Semana 3, contatos e Instagram: lista com consentimento e link na bio.
- Semana 4, preços e medição: primeira leitura de números e ajuste.
Nenhuma das semanas exige fechar nada no iFood. Seu volume no app segue normal enquanto o canal próprio nasce.
Semana 1: como montar o cardápio próprio e receber por PIX?
Monte um cardápio com link próprio e PIX direto na sua conta, e faça pelo menos um pedido de teste de ponta a ponta. Esse é o alicerce, e é rápido.
- Cadastre os produtos. No pede.me você pode mandar até 8 fotos do cardápio impresso e revisar o que sai pronto, o que economiza horas. Use as mesmas fotos e descrições do iFood, pra o cliente reconhecer o prato.
- Defina entrega e taxa. A taxa por bairro está no plano grátis. Escolha bairros que você atende bem e calcule a taxa pelo custo real da corrida.
- Configure o PIX. Use uma chave de preferência vinculada ao CNPJ. No plano grátis, quando o cliente paga pela chave, você confere o pagamento no app do banco antes de liberar a produção. A confirmação automática, com conta de recebimento conectada, é do plano Pro (R$ 49,90/mês). O guia de como receber PIX no restaurante explica as diferenças e como se proteger de comprovante falso.
- Faça um pedido de teste. Peça você mesmo pelo celular, pague e veja se tudo chegou certo no painel. Peça pra um amigo repetir.
Fim da semana 1: você tem um link que funciona. Pode abrir uma conta grátis em app.pede.me/signup.
Semana 2: como levar o cliente do iFood pra pedir direto?
Coloque o convite dentro da embalagem, e só pra quem já é seu cliente. A janela é ótima: o cliente acabou de gostar da comida, está com o celular na mão e já tem a embalagem na mesa.
O que imprimir e colar:
- QR code do seu cardápio num adesivo na embalagem ou na sacola, com uma frase curta: "Pediu e gostou? Da próxima, peça direto com a gente".
- Um cartão pequeno com o nome da loja, o link, o WhatsApp e um incentivo claro, tipo "primeira compra direta com R$ 5 de desconto" ou "brinde na segunda vez".
Pra gerar o QR code, qualquer gerador gratuito resolve: cole o link do seu cardápio e baixe a imagem. O artigo sobre QR code de mesa mostra como imprimir e posicionar pra ser lido sem esforço.
Sobre o incentivo: cupom de desconto com código é recurso do plano Pro. No plano grátis você pode combinar um benefício simples, como um brinde, e entregar na mão. De qualquer jeito, comece pequeno e calcule: R$ 5 num pedido de R$ 50 é 10%, e você ainda ganha mais do que ganharia no app, como a conta acima mostrou.
Um cuidado importante: não há uma regra pública conhecida do iFood sobre material impresso dentro da embalagem, mas isso pode estar nos termos do seu contrato. Leia as regras do portal do parceiro e, se a dúvida persistir, pergunte ao suporte antes de imprimir mil cartões. Prefira um convite discreto e gentil, que não fale mal do aplicativo.
Semana 3: como montar a base de contatos e usar o Instagram?
Construa uma lista própria de clientes, com consentimento, e dê um destino pro link do cardápio no Instagram. É o que transforma o canal de "mais um link" em um ativo seu.
Contatos, com consentimento. Não conte com o app pra te entregar a lista de contatos dos clientes pra usar como quiser, e não tente descobrir de outro jeito. A forma correta: o cliente avisa que quer receber novidades. Por exemplo:
- no cartão da embalagem: "Quer receber o cardápio do dia no WhatsApp? Mande um oi pra este número";
- no balcão, quando alguém retira pessoalmente;
- num pedido direto pelo cardápio, onde o cliente já te passa o telefone.
Guarde numa planilha simples: nome, telefone e a data em que a pessoa pediu pra entrar. Mande mensagens com moderação (uma ou duas por semana no máximo) e sempre deixe fácil sair da lista. Se você tem dúvida jurídica, a regra prática é: só escreva pra quem pediu pra receber.
Instagram. Ponha o link do cardápio na bio, fixe um destaque "Peça direto" e use os stories pra mostrar o prato do dia com o link. Mostrar a cozinha, a embalagem e o preparo funciona melhor que foto de banco. O passo a passo está em como divulgar o cardápio digital no Instagram.
Semana 4: preços entre canais e como medir
Decida a política de preço entre os dois canais e comece a medir. É aqui que muita gente erra por pressa.
Preço no marketplace costuma ser mais alto, e isso é comum. Muitos restaurantes embutem parte da comissão no preço do app, e deixam o cardápio próprio mais barato pra dar motivo ao cliente de pedir direto. Antes de fazer isso, leia o que o seu contrato diz. O que é público é que o acordo do iFood com o CADE proíbe cláusulas de paridade de preço em relação a outros aplicativos. O que vale para os preços do seu canal próprio depende do contrato de cada loja. Verifique o contrato e as regras da loja, e pergunte por escrito ao suporte se precisar.
Se a política permitir, três jeitos de organizar:
- Mesmo preço nos dois e vantagem direta separada: o cardápio próprio tem o mesmo preço e dá brinde ou frete reduzido.
- Preço próprio um pouco menor: a diferença é um incentivo (exemplo: 5% a 10%).
- Preço do app reajustado: você ajusta o app pra cobrir parte da comissão. Cuidado: o cliente compara, e você pode perder pedido.
Em todos eles, calcule a sobra por pedido, como na conta acima, e não só o preço de tela.
O que medir toda semana:
- Pedidos totais (iFood mais direto): o número que não pode cair.
- Pedidos diretos e a % deles no total.
- Quantos clientes diretos pediram uma segunda vez.
- Sobra média por pedido em cada canal.
- Quantos contatos entraram na lista.
Regra de ouro: se o total de pedidos caiu enquanto o direto subiu, você só trocou de canal sem ganho. Se o total subiu ou ficou igual e o direto cresceu, a migração funcionou.
Quais são os riscos de sair do iFood?
Os riscos são reais, e a maioria é gerenciável se você souber deles de antemão.
- Queda de volume. Cliente novo vem do app. Se você reduzir demais a presença lá, perde descoberta. Mitigação: reduza gradualmente e acompanhe o total.
- Mudança no posicionamento dentro do app. O efeito de receber menos pedidos na posição da loja dentro do app não é público. Se a posição na lista importa pra você, acompanhe suas visitas e pedidos semana a semana.
- Entrega. Se hoje você usa a logística do app, o canal próprio exige motoboy, retirada ou uma estratégia de bairro. Teste num raio pequeno primeiro.
- Cliente que não migra. Parte do público só usa app e nunca vai pedir direto. Tudo bem: esse é o motivo pra não cancelar a loja.
- Regras do contrato. Leia, pergunte e guarde as respostas por escrito.
- Sobrecarga no seu tempo. Atender canal novo dá trabalho. Comece pequeno e organize o fluxo, como em pedidos por WhatsApp: como organizar.
Defina uma linha de corte antes de começar. Exemplo: se o faturamento total cair mais de 15% por duas semanas seguidas, pause a migração e volte a priorizar o app.
E depois dos 30 dias?
Os 30 dias servem pra provar o canal, não pra encerrar a migração. A partir daí, o ciclo é repetir: mais convites na embalagem, mais conteúdo no Instagram, lista crescendo e a medição semanal.
Alguns sinais de que dá pra avançar:
- Os pedidos diretos passaram de 15% a 20% do total.
- Mais da metade dos clientes diretos pediu uma segunda vez.
- A sobra por pedido no canal próprio está clara e positiva.
Quando esses números aparecerem, você pode ampliar o raio de entrega, ligar cupom e cashback (recursos do plano Pro, R$ 49,90/mês) e reduzir promoções no app. A página cardápio digital sem comissão mostra quanto uma comissão de 20% custa no fim do mês, e a alternativa ao iFood explica como manter os dois canais convivendo.
Pra começar já nesta semana, o cadastro grátis está em app.pede.me/signup: são alguns minutos pra ter o link no ar e fazer o primeiro pedido de teste.
Perguntas frequentes
Não. A migração mais segura é gradual: a loja continua no iFood pra captar cliente novo, e você leva pro canal próprio quem já conhece o seu delivery. Cancelar de uma vez é uma decisão que só faz sentido depois que o canal próprio provar que sustenta o volume, e mesmo assim você pode simplesmente pausar a loja em vez de encerrar.
Os primeiros pedidos diretos costumam aparecer já na primeira ou segunda semana, porque vêm de quem você já conhece. Mover uma parte relevante do volume leva meses, porque depende de repetir a mensagem em toda entrega. Desconfie de quem promete migrar tudo em 30 dias.
O acordo que o iFood fez com o CADE (o órgão de defesa da concorrência) proíbe cláusulas de paridade de preço em relação a outros aplicativos de entrega. O que vale para o seu canal próprio depende do seu contrato, então leia o contrato e as regras da loja no portal do parceiro e, na dúvida, pergunte por escrito ao suporte antes de mexer nos preços.
Não há uma regra pública conhecida sobre isso, e as regras podem mudar. Por prudência, faça o convite de um jeito que você pode defender: um cartão simples, com o seu telefone e o link da loja, agradecendo o pedido. Em caso de dúvida, confirme com o suporte do iFood. Lembre também que o cartão deve sair só pra quem já é seu cliente.
É um risco real, e por isso o plano é gradual. Defina antes uma linha de corte, por exemplo: se o faturamento total cair mais de 15% por duas semanas seguidas, você pausa a migração e volta a priorizar o marketplace. Medir semana a semana evita decidir no susto.
No pede.me, não: o plano grátis tem cardápio com link próprio, pedidos sem limite, sem comissão e sem taxa por pedido, com PIX direto na sua conta. Recursos como cupom de desconto, cashback e relatórios são do plano Pro (R$ 49,90/mês), e você pode começar sem eles.