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De Onde Vêm os Seus Pedidos? Como Saber se É Instagram, Google ou Indicação
Para saber a origem dos pedidos do delivery, use quatro formas juntas: perguntar ao cliente como conheceu a loja, criar um link diferente para cada canal com utm, dar um cupom por canal e colocar um cartão com QR na embalagem. Anote tudo numa planilha e divida o gasto de cada canal pelos pedidos que ele trouxe.
Por que saber de onde vêm os pedidos?
Porque dinheiro e tempo são poucos, e cada canal cobra um preço diferente. Sem saber de onde veio cada pedido, você divulga em tudo ao mesmo tempo e não descobre o que funciona. Com a origem anotada, a decisão deixa de ser palpite: "o Instagram me custa R$ 7,50 por pedido e a indicação, R$ 5,00" é uma frase que ajuda a escolher.
Este artigo trata da atribuição: ligar cada pedido ao canal que o trouxe. Para os números gerais da loja (ticket médio, recompra, cancelamento), veja indicadores do delivery: 5 números para olhar. Aqui o foco é uma pergunta só: de onde ele veio?
Como descobrir a origem do pedido? Quatro jeitos
Nenhum jeito é perfeito. Use dois ou três ao mesmo tempo e compare.
1. Perguntar "como conheceu a loja?"
É o jeito mais simples e que funciona em qualquer plano, inclusive no grátis. Faça a pergunta no primeiro atendimento, pelo WhatsApp ou no balcão, e anote a resposta. Ofereça opções fechadas para a resposta ser rápida: Instagram, Google, indicação de amigo, passei na frente, outro.
Limite: o cliente às vezes esquece onde viu a loja, ou responde "Instagram" quando na verdade pesquisou no Google depois. Serve como uma foto aproximada, não como medida exata.
2. Um link diferente para cada canal, com utm
utm é uma etiqueta que você coloca no fim do link para avisar de onde a pessoa saiu. Ela não muda o cardápio: o cliente vê a mesma loja. Só deixa uma marca que o sistema consegue ler.
O formato é assim: https://seunome.pede.me/?utm_source=instagram. Dois pedaços importam:
- A parte antes do
?é o endereço normal da sua loja. utm_source=instagramé a etiqueta. Outm_sourcesignifica "origem do clique", e depois do=vai o nome do canal.
Use um link por lugar onde você divulga:
- Biografia do Instagram:
?utm_source=instagram - Perfil do Google (ficha da loja):
?utm_source=google - Mensagem de WhatsApp, status e grupos:
?utm_source=whatsapp - Facebook:
?utm_source=facebook - TikTok:
?utm_source=tiktok
Esses são os nomes que o relatório do pede.me reconhece (veja a seção mais abaixo). Se você inventar um nome, como utm_source=cartao, o clique ainda é registrado, mas, se o sistema não tiver outro sinal de onde a pessoa veio, ele aparece em Outros, junto com tudo o que não conseguiu identificar. Funciona se você usar um nome inventado para um único canal e entender o que está misturado.
3. Cupom ou código por canal
O cupom resolve a origem porque o cliente digita um código diferente em cada lugar. Exemplo: INSTA5 para quem veio do Instagram, AMIGO5 para indicação. Ao fim do mês você conta quantos pedidos usaram cada código.
Vantagens: é uma contagem exata do que foi usado, e o cliente é recompensado por ter vindo. Ponto de atenção: tem custo (o desconto) e o código pode vazar para outros grupos. Cupom é recurso do plano Pro, e as regras para não perder margem estão em cupom de desconto para restaurante. No plano grátis, um brinde combinado e entregue na mão cumpre o mesmo papel, sem código.
4. Cartão com QR na embalagem
O cartão que acompanha o pedido, com um QR que leva à loja, fecha o ciclo: quem já pediu volta pelo cartão, e você sabe que esse pedido veio da embalagem. Para gerar o QR do link da loja, use um gerador de QR gratuito e cole o link com utm_source próprio. O pede.me não tem tela que gere o QR do cardápio.
No relatório, um nome fora da lista de canais aparece em Outros. Por isso, para o cartão, é útil combinar o QR com um código no próprio cartão ("peça com o código VOLTA5") e contar na planilha.
Como o pede.me detecta o canal no plano Pro?
No plano Pro, em Relatórios, a seção De onde vêm seus clientes mostra Visitas, Pessoas diferentes e Viraram pedido, e a lista Por onde chegaram. O canal sai de duas pistas, nesta ordem:
- A etiqueta utm_source do link, quando ela existe e é um nome conhecido (google, instagram, facebook, whatsapp, tiktok, e qrcode, qr ou mesa para o canal QR Code).
- O site de onde o clique veio (o "referrer", o endereço da página anterior). Se veio de um endereço do Google, do Instagram, do Facebook, do WhatsApp ou do TikTok, o canal é esse.
Se nada disso identifica a origem, a visita entra como Direto (quem colou o link no navegador ou veio de um app que não informa de onde saiu) ou Outros. O relatório também separa por aparelho (celular, computador, tablet).
Os canais que aparecem são: Google, Instagram, Facebook, WhatsApp, TikTok, QR Code (mesa), Direto e Outros.
O próprio relatório traz um aviso que vale repetir: "Viraram pedido" compara pedidos e visitas do mesmo período e serve para comparar canais e semanas entre si, não como número exato. Nunca trate o percentual como contabilidade fechada. Ainda no Pro, o Funil do cardápio mostra os passos de abrir o cardápio, abrir um produto, pôr no carrinho, chegar ao checkout e fazer o pedido, também separados por canal.
No plano grátis, o pede.me não mede visitas. Isso significa que a seção de origem não existe nele. Para quem está no grátis, a planilha e o "como conheceu a loja?" são o seu relatório.
Como montar uma planilha simples de origem
Uma planilha de cinco colunas resolve. Cada linha é um pedido ou um cliente novo:
| Data | Cliente (telefone) | Primeiro pedido? | Canal | Como soube |
|---|---|---|---|---|
| 05/10 | (11) 90000-0001 | Sim | Viu o post do combo | |
| 05/10 | (11) 90000-0002 | Sim | Indicação | Amiga mandou o link |
| 06/10 | (11) 90000-0003 | Não | Cartão | Voltou pelo QR da sacola |
Os dados da tabela são exemplos inventados. Passos para manter a planilha viva:
- Pergunte a origem só no primeiro pedido de cada cliente. Quem já comprou não precisa responder de novo.
- Use uma lista fechada de canais, sempre com os mesmos nomes, para somar sem confusão.
- No fim de cada semana, conte os pedidos novos por canal.
- No fim do mês, junte ao gasto de cada canal (próxima seção).
Se você está no Pro, confira a planilha com o relatório. Se as duas fontes apontam o mesmo canal como o maior, a leitura está bem apoiada. Se divergem muito, investigue antes de decidir.
Como decidir onde investir com a conta de custo por pedido?
A conta é a mesma para qualquer canal:
Custo por pedido = gasto no canal ÷ pedidos que o canal trouxe
Entram no gasto o dinheiro (anúncio, impressão, desconto dado) e o seu tempo, valorizado por um valor por hora que você escolher. Exemplo hipotético, com R$ 25 por hora e uma margem de contribuição de R$ 15 por pedido (o que sobra depois de comida, embalagem e taxas):
| Canal | Gasto no mês | Pedidos novos | Custo por pedido | Margem após o custo |
|---|---|---|---|---|
| Instagram (post impulsionado) | R$ 300 | 40 | R$ 7,50 | R$ 7,50 |
| Google (6 horas de ficha e fotos × R$ 25) | R$ 150 | 30 | R$ 5,00 | R$ 10,00 |
| Indicação (20 pedidos com R$ 5 de desconto) | R$ 100 | 20 | R$ 5,00 | R$ 10,00 |
| Panfleto | R$ 200 | 10 | R$ 20,00 | −R$ 5,00 |
| Total | R$ 750 | 100 | R$ 7,50 | R$ 7,50 |
Conferindo: 300 ÷ 40 = 7,50; 150 ÷ 30 = 5,00; 100 ÷ 20 = 5,00; 200 ÷ 10 = 20,00. Total: 300 + 150 + 100 + 200 = 750, e 40 + 30 + 20 + 10 = 100 pedidos, então 750 ÷ 100 = 7,50. A margem após o custo é R$ 15 menos o custo por pedido: 15 − 7,50 = 7,50; 15 − 5 = 10; 15 − 20 = −5.
Como ler: nesse exemplo, o panfleto custa mais do que o pedido rende no primeiro pedido, e Google e indicação são os mais baratos. Uma decisão possível é cortar o panfleto, manter o Google (que é tempo, não dinheiro) e estimular a indicação.
Duas ressalvas para não errar a leitura:
- O primeiro pedido não é tudo. Um cliente que volta dez vezes rende mais do que o primeiro pedido mostra. Um canal caro no primeiro pedido pode compensar se trouxer gente que recompra. Compare a recompra por canal quando tiver dados.
- Os canais se ajudam. Quem viu o Instagram e pesquisou no Google pode ser contado em um só. Por isso, use a tabela para comparar, não para dividir o lucro ao centavo.
Onde olhar a cada semana?
Reserve 15 minutos no mesmo dia da semana:
- Conte os pedidos novos por canal na planilha.
- No Pro, abra Relatórios e olhe Por onde chegaram e Viraram pedido da semana. Compare com a semana anterior, não com um número de fora.
- Some o gasto de cada canal e calcule o custo por pedido.
- Escolha uma mudança para a semana seguinte: manter, aumentar um pouco ou cortar um canal.
Mudar uma coisa por vez permite saber o que causou a diferença. E guarde o histórico: uma semana isolada pode ser feriado, chuva ou jogo, e só a sequência mostra o padrão. Para divulgar melhor em cada canal, veja como divulgar o cardápio digital no Instagram e Google Meu Negócio para restaurante.
Por onde começar?
Comece pelo que não custa nada:
- Pergunte "como conheceu a loja?" em todo primeiro pedido, a partir de hoje.
- Troque o link da bio do Instagram e o link do Google por versões com utm.
- Monte a planilha de cinco colunas.
- Daqui a 30 dias, calcule o custo por pedido de cada canal e decida o que manter.
Se ainda não tem o seu cardápio no ar, crie o seu em app.pede.me/signup: o plano grátis tem link próprio, pedidos sem limite e sem comissão. O relatório de origem dos clientes é do plano Pro (R$ 49,90/mês), e você pode ligá-lo quando a conta fizer sentido.
Perguntas frequentes
Combine quatro formas: perguntar ao cliente como conheceu a loja, usar um link diferente para cada canal (com utm), dar um cupom ou código por canal e deixar um cartão com QR na embalagem. Nenhuma é perfeita sozinha, mas juntas dão uma boa ideia de quais canais trazem pedido. Anote tudo numa planilha por semana.
É uma etiqueta que você coloca no final do link. Em seusite.pede.me/?utm_source=instagram, a parte depois do ponto de interrogação diz de onde a pessoa saiu. Quem clica nesse link abre o mesmo cardápio de sempre, e o sistema consegue ler a etiqueta e anotar que a visita veio do Instagram.
Não. O plano grátis não mede visitas ao cardápio. A seção De onde vêm seus clientes, em Relatórios, é do plano Pro (R$ 49,90/mês). No grátis, o caminho é a planilha: perguntar como o cliente conheceu a loja e anotar a resposta, o que também vale para quem usa o Pro e quer cruzar as duas fontes.
Google, Instagram, Facebook, WhatsApp, TikTok e QR Code (mesa), além de Direto (quem colou o link ou veio de um app sem identificação) e Outros. O canal vem do site de onde a pessoa clicou ou da etiqueta utm_source do link. O que não encaixa em nenhum cai em Outros.
Não, e o próprio relatório avisa. O percentual de visitas que viram pedido compara pedidos e visitas do mesmo período e serve para comparar canais e semanas entre si. Parte do tráfego aparece como Direto, e no funil quem bloqueia rastreio não entra nos passos do meio. Use para ver tendência, não para fechar a contabilidade.
É arriscado. Sem saber quantos pedidos vieram do anúncio, você não sabe o custo por pedido, e é essa conta que diz se vale repetir, aumentar ou parar. Comece com um valor pequeno, em um canal por vez, e use o link com utm ou um cupom para enxergar o resultado.