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5 Números do Delivery que o Dono Precisa Olhar Toda Semana (e Como Calcular)
Os cinco indicadores do delivery pra olhar toda semana são ticket médio, pedidos por dia e horário, taxa de recompra, taxa de cancelamento e conversão do cardápio. Cada um tem uma conta simples. O parâmetro mais confiável é a sua própria loja: compare cada número com a semana anterior.
Por que olhar números toda semana, e não só o faturamento?
Faturamento sozinho engana. Um mês pode fechar com mais vendas e menos lucro: mais pedidos pequenos, mais cancelamento, mais cliente novo e nenhum cliente voltando. Os cinco números abaixo mostram onde a venda muda, e isso diz o que corrigir.
A regra de ouro deste artigo é comparar a loja com ela mesma, semana contra semana. Não existe, até onde sabemos, um número de mercado confiável pra todo tipo de delivery, e uma pizzaria, uma marmitaria e uma confeitaria têm realidades diferentes. Por isso não citamos "ticket bom" nem "recompra boa": o que importa é a direção. Todos os valores de exemplo abaixo são hipotéticos, escolhidos pra deixar a conta clara.
Como o plano grátis resolve isso? O painel do pede.me já mostra, no Início, o resumo de Hoje, 7 dias, 30 dias e o Ticket médio, e cada pedido na lista traz data, hora e telefone do cliente. Com isso e uma planilha simples você calcula os cinco números. Os Relatórios e o Caixa são do plano Pro (R$ 49,90/mês) e entregam parte dessas contas prontas. Onde for o caso, indicamos as duas formas.
1. Ticket médio: quanto cada pedido rende?
Fórmula: ticket médio = faturamento do período ÷ número de pedidos (sem contar os cancelados).
Exemplo (hipotético): na semana 1, a loja faturou R$ 4.200 em 105 pedidos: 4.200 ÷ 105 = R$ 40,00. Na semana 2, faturou R$ 4.350 em 120 pedidos: 4.350 ÷ 120 = R$ 36,25. O faturamento subiu 3,6% (R$ 150 sobre R$ 4.200), mas o ticket caiu 9,4% (R$ 3,75 sobre R$ 40,00). Os pedidos subiram 14,3% (15 sobre 105). A loja vendeu mais pedidos, só que menores.
O que é bom ou ruim: o ticket não é bom nem ruim sozinho. Ele é bom quando cobre o custo do pedido e deixa margem, e a conta disso está em como precificar prato de restaurante. O sinal de alerta é a queda semana a semana sem uma razão que você mesmo tenha causado (como uma promoção).
Se piorar:
- Veja se o cupom da semana puxou muito pedido pequeno. Cupom com valor mínimo protege o ticket.
- Revise o combo: a bebida e a sobremesa estão aparecendo como sugestão no cardápio?
- Confira o campo Frete grátis acima de (R$), em Configurações: um valor um pouco acima do ticket atual empurra o cliente a completar o pedido.
Onde ver: no plano grátis, o Ticket médio aparece no Início (calculado sobre os últimos 30 dias) e você calcula o da semana na planilha. No Pro, os Relatórios mostram faturamento, pedidos e ticket médio com a variação contra o período anterior, e o Caixa mostra o ticket do período escolhido.
2. Pedidos por dia da semana e por horário: quando a loja vende?
Fórmula: participação do dia = pedidos do dia ÷ pedidos da semana x 100. Faça o mesmo pra cada faixa de horário.
Exemplo (hipotético): numa semana de 130 pedidos, a distribuição foi segunda 8, terça 10, quarta 12, quinta 14, sexta 30, sábado 36 e domingo 20. A soma fecha em 130 (8 + 10 + 12 + 14 + 30 + 36 + 20). Sexta e sábado juntos somam 66 pedidos, ou 66 ÷ 130 = 50,8% da semana. Se das 19h às 21h entraram 52 pedidos, essa faixa tem 52 ÷ 130 = 40% da semana.
O que é bom ou ruim: aqui não há "certo". Há desequilíbrio: metade da semana concentrada em dois dias pede equipe e entregador reforçados nesses dias e uma ação nos dias fracos.
Se piorar (ou se o desequilíbrio incomodar):
- Dia fraco: crie uma promoção só pra ele. A promoção programada (do plano Pro) liga o preço promocional num dia e horário e volta ao normal sozinha. O cupom de desconto por dia fraco é outra saída.
- Dia de pico: defina o teto de pedidos pra não estourar a cozinha e reforce a equipe só nas faixas certas.
- Horário de pouca venda: avalie se vale manter a loja aberta nele.
Onde ver: no plano grátis, copie data e hora de cada pedido pra planilha e conte por dia e por faixa (a função de contar por critério resolve). No Pro, os Relatórios têm Horários de pico e Dias da semana prontos.
3. Taxa de recompra: quantos clientes voltam?
Fórmula: taxa de recompra = clientes que pediram 2 vezes ou mais no período ÷ clientes que pediram no período x 100.
Exemplo (hipotético): no mês 1, 80 clientes pediram e 22 deles pediram duas vezes ou mais: 22 ÷ 80 = 27,5%. No mês 2, 80 clientes pediram e 18 voltaram: 18 ÷ 80 = 22,5%. A base de clientes não mudou, mas a recompra caiu 5 pontos percentuais (27,5% menos 22,5%).
Uma observação sobre o nome: aqui usamos a versão mais simples da conta, que olha o mês inteiro e conta quem pediu duas vezes ou mais. No artigo sobre como fazer o cliente recomprar, a medida é um pouco diferente: olha só os clientes novos de um mês e vê quantos voltaram em até 30 dias. As duas servem, desde que você escolha uma e use sempre a mesma.
O que é bom ou ruim: novamente, o parâmetro é você mesmo. Taxa de recompra caindo com o número de clientes estável significa que o cliente novo chega, pede uma vez e some. Isso merece atenção, porque você continua pagando divulgação e esforço pra atrair gente que não volta. O detalhe de como mexer nesse número está em como fazer o cliente recomprar no delivery.
Se piorar:
- Olhe a experiência do último pedido: atraso, item errado, embalagem.
- Mande uma mensagem pra quem pediu uma vez e não voltou, com um motivo pra pedir de novo.
- Use cupom ou cashback com validade, não desconto aberto pra todo mundo.
Onde ver: use o telefone do cliente como identificador. No plano grátis, copie nome e telefone de cada pedido pra planilha e conte quantos telefones aparecem duas vezes ou mais. No Pro, os Relatórios têm Clientes que mais pedem, com o número de pedidos e o total gasto de cada um, e o botão Exportar CSV leva os pedidos do período, com nome e telefone, pra planilha.
4. Taxa de cancelamento: quantos pedidos se perdem?
Fórmula: taxa de cancelamento = pedidos cancelados ÷ total de pedidos recebidos (incluindo os cancelados) x 100.
Exemplo (hipotético): na semana 1, entraram 120 pedidos e 6 foram cancelados: 6 ÷ 120 = 5%. Na semana 2, entraram 125 e 10 foram cancelados: 10 ÷ 125 = 8%. A loja não perdeu só 4 pedidos a mais: o cancelamento subiu 3 pontos percentuais, e cada pedido cancelado já pode ter gastado insumo e tempo da cozinha.
O que é bom ou ruim: zero cancelamento é raro, então o foco é a tendência e o motivo. Quando o cancelamento sobe, vale checar três fontes: PIX que o cliente não pagou, item que acabou e demora de preparo ou entrega.
Se piorar:
- PIX não pago: confira se o cliente entendeu que o pagamento precisa cair pra o pedido seguir.
- Item em falta: pause o item no cardápio assim que acabar, em vez de cancelar depois.
- Demora: revise a organização da fila, como mostra o artigo sobre como organizar a fila de pedidos no delivery.
Onde ver: os relatórios e o Início não contam pedido cancelado no faturamento. Pra achar o número, abra a lista de Pedidos, use o filtro Cancelados e conte, e some ao total de pedidos recebidos na semana. Isso vale pro plano grátis e pro Pro.
5. Conversão do cardápio: quantas visitas viram pedido?
Fórmula: conversão = pedidos ÷ pessoas que abriram o cardápio x 100.
Exemplo (hipotético): na semana 1, 500 pessoas abriram o cardápio e 40 pediram: 40 ÷ 500 = 8%. Na semana 2, 520 pessoas abriram e 31 pediram: 31 ÷ 520 = 6,0% (5,96% arredondado). Entrou mais gente, mas pediu menos. O problema não é atrair: é o que acontece depois que a pessoa abre o cardápio.
O que é bom ou ruim: a conversão varia com o canal. Quem vem de um link no Instagram se comporta diferente de quem vem do Google. Por isso o útil é comparar o mesmo canal semana a semana, e não olhar um número geral.
Se piorar, use o funil pra achar onde a pessoa para:
- Muita gente abre um produto mas não põe no carrinho: pode ser foto, descrição ou preço.
- Muita gente chega no checkout mas não faz o pedido: pode ser a taxa de entrega, a forma de pagamento ou o pedido mínimo.
Onde ver: é um número do plano Pro. Em Relatórios, a seção De onde vêm seus clientes mostra Visitas, Pessoas diferentes e Viraram pedido, além de Por onde chegaram (o canal). O Funil do cardápio mostra os passos Abriram o cardápio, Abriram um produto, Puseram no carrinho, Chegaram no checkout e Fizeram o pedido, com a conversão por canal e por aparelho. O próprio relatório avisa que a conta compara pedidos e visitas do mesmo período e serve pra comparar canais e semanas entre si, não como número exato.
No plano grátis, o pede.me não mede visitas ao cardápio, então não dá pra calcular essa conta com o mesmo rigor. O substituto é perguntar "como conheceu a loja?" no atendimento e anotar na planilha de qual canal vem cada pedido.
E o custo de cada pedido? Onde entra o CMV?
O ticket médio diz quanto entra por pedido, mas não quanto sobra. Pra saber quanto o insumo pesa no que você vende, o número é o CMV (custo da mercadoria vendida), explicado em CMV de restaurante: como calcular no delivery. Ele fecha a conta junto com o ticket: ticket subindo com CMV subindo mais rápido ainda é margem caindo.
Como montar a planilha semanal em 15 minutos
- Crie uma aba com uma linha por pedido: data, hora, telefone, valor, situação (entregue ou cancelado).
- Toda segunda-feira, copie os pedidos da semana anterior da lista de Pedidos do painel (ou use Exportar CSV, no Pro).
- Numa segunda aba, calcule os cinco números: ticket médio, pedidos por dia, recompra, cancelamento e, se tiver o Pro, conversão.
- Escreva uma linha de comentário: "o que mudou e por quê". É essa linha que transforma número em decisão.
- Compare com a semana anterior e escolha uma ação pra semana. Mexer em cinco coisas ao mesmo tempo apaga o efeito de cada uma.
Quem ainda não tem o cardápio digital pra juntar esses dados num só lugar pode criar o seu em poucos minutos em app.pede.me/signup. Os Relatórios, o funil e o Caixa que citamos estão no plano Pro.
Perguntas frequentes
Cinco são suficientes pra começar: ticket médio (quanto cada pedido rende), pedidos por dia da semana e horário (quando a loja vende), taxa de recompra (quantos clientes voltam), taxa de cancelamento (quantos pedidos se perdem) e conversão do cardápio (quantas visitas viram pedido). Juntos, eles mostram se o problema está em atrair, em vender mais por pedido ou em segurar o cliente.
Não existe um número certo pra todo mundo, e qualquer valor de referência sem fonte seria chute. O ticket bom é o que cobre o custo do pedido (insumo, embalagem, entrega e taxa de pagamento) e deixa margem. Compare o seu com a semana anterior: se está caindo, algo mudou no cardápio, nos combos ou no tipo de cliente.
Divida o número de clientes que pediram duas vezes ou mais no período pelo total de clientes que pediram no período, e multiplique por 100. Por exemplo, se 80 clientes pediram no mês e 22 pediram duas vezes ou mais, a taxa é de 22 dividido por 80, igual a 27,5%. Identifique o cliente pelo telefone, que é o dado que se repete de um pedido pro outro.
Não. No plano grátis do pede.me, que é grátis pra sempre e sem comissão, o painel mostra o resumo de hoje, 7 dias e 30 dias e o ticket médio, e a lista de pedidos traz data, hora e telefone. Com isso, uma planilha simples já calcula os cinco números. O plano Pro (R$ 49,90/mês) entrega vários deles prontos, em Relatórios e no Caixa.
Uma vez por semana, no mesmo dia e horário, é o ponto de partida. Olhar todo dia mostra só ruído (uma terça chuvosa não é tendência), e olhar uma vez por mês é tarde demais pra corrigir. Compare sempre a semana inteira com a semana inteira anterior, de segunda a domingo.
Importam, mas o pede.me não calcula o tempo médio de entrega ou de preparo, então não seria honesto prometer essa conta. Quem quer acompanhar pode anotar, por uns dias, a hora em que o pedido entrou e a hora em que saiu, e comparar com a reclamação de demora que chega no WhatsApp.