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Taxa do Cartão x PIX: Quanto o Delivery Perde em Cada Forma de Pagamento

A taxa da maquininha varia por operadora e contrato, então use a do seu. Num exemplo de pedido de R$ 40, dinheiro e PIX deixam os R$ 40 inteiros, o débito deixa R$ 39,40 e o crédito parcelado R$ 37,80. No mês, um mix de 600 pedidos perde R$ 480 em taxas.

Quanto cada forma de pagamento tira do pedido de delivery?

Cada forma de pagamento deixa uma fatia diferente no caminho, e a diferença aparece na sobra do pedido. Dinheiro e PIX pela chave da loja não passam pela operadora de cartão. Débito e crédito passam, e a taxa e o prazo de cada um dependem do seu contrato.

Um aviso antes dos números: taxa de maquininha varia por operadora, bandeira, volume e contrato. As taxas deste artigo são exemplos, escolhidos para a conta ficar redonda, e não representam nenhuma operadora. Para usar a conta na sua loja, troque cada percentual pelo que está no seu contrato e na sua fatura.

Vamos ver as seis formas de receber, com a taxa e o prazo de exemplo:

  • Dinheiro. Sem taxa. Tem custo de troco, de guarda e de risco no entregador.
  • PIX pela chave da loja. Sem taxa de maquininha. Cai na hora, e a conferência no app do banco é manual (confirmação automática só com gateway).
  • Débito. Taxa de exemplo de 1,5%, com recebimento no dia seguinte (exemplo).
  • Crédito à vista. Taxa de exemplo de 3,5%, com recebimento em cerca de 30 dias (exemplo).
  • Crédito parcelado. Taxa de exemplo de 5,5%, com recebimento parcela a parcela (exemplo).
  • Vale-refeição. Tem conta própria, e está no artigo vale-refeição no delivery sem prejuízo.

Se você quer a base do PIX (QR estático ou dinâmico, comprovante falso), ela está em como receber PIX no restaurante. Aqui o assunto é o comparativo.

Qual a conta de um pedido de R$ 40 em cada forma?

Pedido de exemplo: R$ 40,00 de total e R$ 16,00 de custo (insumo e embalagem). Em cada forma, a taxa sai do valor que o cliente pagou.

FormaTaxa (exemplo)Taxa em R$Você recebeSobra após o custo
Dinheiro0%R$ 0,00R$ 40,00R$ 24,00
PIX pela chave0%R$ 0,00R$ 40,00R$ 24,00
Débito1,5%R$ 0,60R$ 39,40R$ 23,40
Crédito à vista3,5%R$ 1,40R$ 38,60R$ 22,60
Crédito parcelado5,5%R$ 2,20R$ 37,80R$ 21,80

As contas: 40 × 1,5% = 0,60; 40 × 3,5% = 1,40; 40 × 5,5% = 2,20. A sobra é o valor recebido menos os R$ 16,00 de custo.

No crédito parcelado, a taxa de exemplo tira R$ 2,20 dos R$ 24,00 que sobrariam no PIX. Isso é 9,2% da sobra (2,20 ÷ 24,00). Em outras palavras, quase um décimo do que o pedido deixa de lucro bruto fica na operadora. Se o cliente do exemplo trocasse o crédito parcelado pelo PIX, a loja ganharia R$ 2,20 e ainda receberia na hora.

O prazo também pesa no caixa, e não aparece na tabela. No exemplo, o crédito à vista só cai em cerca de 30 dias, enquanto o PIX cai na hora. Se o insumo é pago à vista ao fornecedor e o dinheiro do cartão chega um mês depois, a loja financia o cliente. Por isso, ao comparar formas, olhe duas colunas: quanto fica e quando chega. E o dinheiro vivo, apesar de não ter taxa, tem custo de troco e de conferência no fechamento do entregador.

Quanto sobra no mês com um mix de pagamentos?

O pedido isolado parece pouco. O mês mostra o tamanho. Exemplo hipotético: 600 pedidos de R$ 40, ou seja, R$ 24.000 vendidos. O mix de formas (também de exemplo):

FormaPedidosVendidoTaxa (exemplo)Taxa em R$
Dinheiro60R$ 2.4000%R$ 0,00
PIX pela chave180R$ 7.2000%R$ 0,00
Débito120R$ 4.8001,5%R$ 72,00
Crédito à vista150R$ 6.0003,5%R$ 210,00
Crédito parcelado90R$ 3.6005,5%R$ 198,00
Total600R$ 24.0002,0% efetivaR$ 480,00

Conferência: 60 + 180 + 120 + 150 + 90 = 600 pedidos. 2.400 + 7.200 + 4.800 + 6.000 + 3.600 = R$ 24.000. 72 + 210 + 198 = R$ 480, e 480 ÷ 24.000 = 2,0%.

A taxa efetiva do mês é 2,0% do faturamento, ou R$ 480. Essa é a taxa que entra na fórmula do preço, como mostramos em preço de venda no delivery com taxa e embalagem. Ela vale para o mix daquela loja, e muda se o mix mudar.

O que dá para fazer para perder menos?

A conta mostra onde está o dinheiro: crédito à vista e parcelado somam R$ 408 dos R$ 480 (210 + 198). Mexer nesses dois grupos é o que mais rende. Quatro caminhos, do mais simples ao mais caro.

1. Deixar o PIX fácil. Se o cardápio oferece PIX com QR code com o valor exato, o cliente que já ia pagar no cartão por comodidade passa a ter uma opção rápida. O passo a passo está em cardápio digital com PIX.

2. Dar desconto no PIX, com conta. Suponha que 90 pedidos migrem para o PIX: 60 que eram crédito à vista e 30 que eram parcelado. A economia de taxa é 60 × 1,40 = R$ 84,00, mais 30 × 2,20 = R$ 66,00, total R$ 150,00 por mês. A taxa efetiva cai de 2,0% para 1,4% (330 ÷ 24.000, ou 1,375%).

Agora o cuidado. Um desconto de 3% (R$ 1,20 num pedido de R$ 40) dado só aos que migraram custa 90 × 1,20 = R$ 108,00, e a economia líquida é R$ 42,00. Mas, se o desconto vale para todo pedido no PIX, ele atinge também quem já pagava assim: são 180 + 90 = 270 pedidos × R$ 1,20 = R$ 324,00. Isso é mais que os R$ 150,00 economizados, um prejuízo de R$ 174,00. Regra prática: o desconto precisa ser menor que a taxa evitada e ter limite, por exemplo por valor mínimo, por período ou por dia fraco.

No pede.me, o desconto por forma de pagamento é feito com cupom, que pode valer só para PIX online, só para cartão online, ou para outras formas, com valor mínimo, validade e teto em reais. É recurso do plano Pro (R$ 49,90/mês). A lógica de regras de cupom está em cupom de desconto para restaurante.

3. Acréscimo para a forma mais cara. O pede.me tem acréscimo por forma, de 0 a 30%, mas ele vale para dinheiro e maquininha na entrega, e não para o pagamento online. Ele incide sobre os itens, sem a taxa de entrega, e aparece no checkout antes de o cliente finalizar. A Lei 13.455/2017 autoriza a diferenciação de preço por instrumento de pagamento, com informação visível. Um ponto de partida prudente é não cobrar mais do que a taxa que você paga.

4. Antecipar recebíveis, só com a conta. Veja a seção a seguir.

Uma observação sobre cartão online: com Mercado Pago conectado (plano Pro), o cardápio oferece cartão online, e valem as tarifas daquela conta. O pede.me não passa pelo dinheiro do pedido e não cobra comissão.

Antecipar os recebíveis compensa?

Antecipar é receber hoje o que a operadora pagaria depois, em troca de um desconto. Na tabela anterior, o crédito à vista soma R$ 6.000 vendidos no mês, e o dinheiro cai em cerca de 30 dias (prazo de exemplo). Se você precisa do caixa já, pode antecipar.

O custo é um percentual sobre o valor antecipado, e ele depende da operadora e do contrato. Com uma taxa de exemplo de 1,5% sobre os R$ 6.000: 6.000 × 1,5% = R$ 90,00. Esse valor sai além da taxa normal de 3,5% (R$ 210,00).

Cuidados:

  • Compare com o que o dinheiro rende ou evita. Se antecipar para pagar um fornecedor que dá 3% de desconto à vista, pode valer. Se é só hábito, vira taxa fixa a mais.
  • Veja se a antecipação é automática. Confira no contrato se existe antecipação automática: nesse caso, a taxa aparece na fatura sem você pedir.
  • Parcelado antecipa parcela por parcela. O custo depende do número de parcelas, e a conta precisa ser feita por parcela.
  • Não use para cobrir prejuízo. Se a margem do pedido é negativa, antecipar só adianta o buraco.

Como ler a fatura da maquininha?

A fatura (ou extrato de vendas) é onde a taxa de exemplo vira a taxa real. Ela muda de operadora para operadora, mas o roteiro de leitura é o mesmo:

  1. Total vendido no período, separado por débito, crédito à vista e crédito parcelado.
  2. Taxa descontada, em reais, por grupo. Divida pelo vendido do grupo para achar a taxa efetiva de cada forma.
  3. Prazo de repasse: quando cada venda caiu na conta. Veja se bate com o contrato.
  4. Outras linhas: aluguel do aparelho, taxa de antecipação, tarifa mensal, estorno, contestação de compra.
  5. Conferência final: soma do vendido menos soma de tudo que foi descontado deve ser igual ao que entrou na conta.

Na sua conta do mês, a taxa efetiva é taxas pagas ÷ total vendido. No nosso exemplo, 480 ÷ 24.000 = 2,0%. Se a sua efetiva é maior que o percentual do contrato, procure o motivo (parcelas, antecipação, tarifa) antes de decidir mexer no preço.

Se a conta mostrar que o cartão pesa mais do que você imaginava, o próximo passo é testar um cardápio com PIX direto. No pede.me, o plano grátis é grátis para sempre, sem comissão por pedido, e o cadastro leva poucos minutos em app.pede.me/signup.

Perguntas frequentes

Depende da operadora, da bandeira, do contrato e do volume da loja, e não existe um número único. Por isso, as taxas deste artigo são de exemplo, e não de uma operadora específica. A taxa que vale é a que está no seu contrato e na sua fatura: pegue os dois e anote o percentual de débito, de crédito à vista e de crédito parcelado, mais o prazo de cada um.

O PIX recebido pela chave da loja não passa pela maquininha nem por operadora de cartão, então não tem taxa de maquininha. O que pode existir é tarifa da conta, que depende do banco e do contrato, por isso vale conferir o seu. Se você usa um gateway (Mercado Pago ou Asaas, no plano Pro), as regras de tarifa daquela conta é que valem.

Só quando o dinheiro parado custa mais que a antecipação, por exemplo para pagar fornecedor com desconto ou cobrir uma semana apertada. Antecipar tem um custo, que é descontado do valor que você recebe, e ele varia por operadora. Faça a conta pelo valor antecipado: se a taxa de exemplo é 1,5%, antecipar R$ 6.000 custa R$ 90. Evite antecipar por hábito, porque isso vira uma taxa fixa a mais em todas as vendas.

Pode. A Lei 13.455/2017 autoriza a diferenciação de preços conforme o instrumento de pagamento, desde que a diferença seja informada em lugar visível. No pede.me, o desconto por forma é feito com cupom, que pode valer só para PIX online, só para cartão online, ou outras formas. Cupom é recurso do plano Pro (R$ 49,90/mês). A regra de ouro é que o desconto seja menor que a taxa que você deixa de pagar.

No pede.me, o acréscimo por forma de pagamento vale para dinheiro e maquininha na entrega, é um percentual de 0 a 30%, incide sobre os itens sem a taxa de entrega e aparece no checkout antes de o cliente finalizar. Ele não vale no pagamento online, onde a taxa é do gateway. Um ponto de partida prudente é nunca cobrar mais do que a taxa que você realmente paga.

Calcule a taxa efetiva do mês: o total de taxas descontadas dividido pelo total vendido no cartão. Compare esse número com o percentual do contrato. Se a efetiva for maior, procure na fatura o que está somando: tarifa fixa, aluguel de aparelho, taxa de antecipação ou venda parcelada. Com o número na mão, dá para negociar com a operadora ou comparar outra.

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