10 min de leitura
Cardápio Digital para Lanchonete: Como Montar Combos e Adicionais que Aumentam o Ticket
Combo aumenta o ticket quando a conta fecha: some o custo de cada item, compare com o preço do combo e olhe a margem em reais, não só em percentual. No exemplo deste guia, um combo de R$ 34,00 deixa R$ 18,60 de margem, contra R$ 13,20 do lanche vendido sozinho.
Como estruturar o cardápio de uma lanchonete?
Pense em quatro blocos que o cliente reconhece de longe: lanches, porções, bebidas e sobremesas. Cada bloco vira uma categoria, e dentro dela ficam só produtos do mesmo tipo.
- Lanches: o bloco principal, onde o cliente passa mais tempo. Se a lista passar de uns 8 a 10 itens, divida em duas categorias (por exemplo, hambúrgueres e sanduíches) pra ninguém rolar a tela demais.
- Porções: batata, anéis de cebola, mandioca. Aqui mora boa parte do ticket extra, então a foto e o tamanho (média ou grande) precisam estar claros.
- Bebidas: refrigerante, suco, água. Precisa de pouco texto: nome, tamanho e preço.
- Sobremesas: poucas e simples. A função dela é ser lembrada no fim do pedido.
Quem quer ver o passo a passo de montar o cardápio e publicar o link já tem a página cardápio digital para lanchonete. Aqui o foco é o que vem depois: como fazer o cardápio vender mais por pedido.
Em que ordem colocar as categorias?
Como ponto de partida, e não como regra: o que você mais quer vender vai primeiro. Uma ordem que acompanha o fluxo do cliente é esta:
- Combos ou os mais pedidos (se você tiver).
- Lanches.
- Porções.
- Bebidas.
- Sobremesas.
A lógica é acompanhar a decisão da pessoa: primeiro escolhe o lanche, depois pensa no que levar junto, e só no fim lembra da bebida e da sobremesa. Teste por duas semanas e confira nos pedidos se a mudança trouxe mais bebida e porção por pedido.
No pede.me, as categorias e os produtos dentro delas mudam de posição com setas, direto no painel. Dá pra testar uma ordem e voltar atrás em segundos.
Como calcular a margem de um combo?
Combo só aumenta o lucro se a conta fechar. A regra é simples: some o custo de cada item do combo, compare com o preço do combo e olhe a margem em reais.
Vamos a um exemplo, com números inventados só pra mostrar a conta:
| Item | Preço avulso (exemplo) | Custo (exemplo) | Margem avulsa |
|---|---|---|---|
| Lanche | R$ 22,00 | R$ 8,80 | R$ 13,20 |
| Batata média | R$ 12,00 | R$ 3,60 | R$ 8,40 |
| Refrigerante lata | R$ 6,00 | R$ 3,00 | R$ 3,00 |
| Soma dos três | R$ 40,00 | R$ 15,40 | R$ 24,60 |
Se o cliente comprasse tudo separado, você faturaria R$ 40,00 e ficaria com R$ 24,60 de margem (61,5%).
Agora o combo. Digamos que você oferece os três por R$ 34,00, um desconto de R$ 6,00 (15% sobre os R$ 40,00):
- Margem do combo: R$ 34,00 − R$ 15,40 = R$ 18,60.
- Em percentual: R$ 18,60 ÷ R$ 34,00 = 54,7%.
- Custo sobre o preço: R$ 15,40 ÷ R$ 34,00 = 45,3%.
A margem percentual caiu (de 61,5% para 54,7%), mas olhe os reais: o lanche sozinho deixava R$ 13,20, e o combo deixa R$ 18,60. São R$ 5,40 a mais por pedido que subiu pro combo. É por isso que se olha a margem em reais por pedido, e não só o percentual.
O combo vale a pena? A conta do canibalismo
Existe um risco que a tabela acima esconde: o cliente que já comprava os três itens separados e agora migra pro combo. Pra ele, você perde os R$ 6,00 de desconto. Já o cliente que só comprava o lanche e subiu pro combo rende R$ 5,40 a mais.
Com os números do exemplo:
- Cada cliente que subiu do lanche sozinho pro combo: +R$ 5,40.
- Cada cliente que já comprava tudo e migrou pro combo: −R$ 6,00.
Pra empatar, 10 clientes que subiram pro combo (10 × R$ 5,40 = R$ 54,00) cobrem 9 clientes que migraram (9 × R$ 6,00 = R$ 54,00). Se a proporção na sua lanchonete for pior que essa, o combo está só dando desconto. Se for melhor, está aumentando o ticket de verdade.
Como saber? Compare duas semanas antes e duas semanas depois de lançar o combo: ticket médio, quantidade de bebida por pedido e quantidade de porção por pedido. Os números respondem.
Como precificar adicionais pelo custo e não pelo palpite?
Queijo extra, bacon e ovo são os adicionais de maior retorno e também os mais fáceis de precificar errado. O palpite comum é "R$ 2,00 pra tudo". O jeito certo é partir do custo.
Preço do adicional = custo do adicional ÷ percentual de custo que você aceita. Neste exemplo, a meta é que o adicional custe no máximo 30% do preço (a sua meta pode ser outra, e ela sai da ficha técnica e do seu CMV, o custo da mercadoria vendida).
| Adicional | Custo (exemplo) | Palpite R$ 2,00: custo sobre o preço | Preço pelo custo (arredondado) | Margem com esse preço |
|---|---|---|---|---|
| Queijo extra (2 fatias) | R$ 1,40 | 70,0% | R$ 5,00 | R$ 3,60 |
| Bacon (30 g) | R$ 1,50 | 75,0% | R$ 5,00 | R$ 3,50 |
| Ovo | R$ 0,90 | 45,0% | R$ 3,00 | R$ 2,10 |
Como a conta saiu: queijo = 2 fatias × R$ 0,70 = R$ 1,40; R$ 1,40 ÷ 0,30 = R$ 4,67, arredondado pra R$ 5,00 (28,0% de custo). Bacon = 0,03 kg × R$ 50,00/kg = R$ 1,50; R$ 1,50 ÷ 0,30 = R$ 5,00 (30,0%). Ovo = R$ 0,90 ÷ 0,30 = R$ 3,00 (30,0%).
O efeito aparece no volume. Se a lanchonete vende 100 queijos extras por mês, o palpite de R$ 2,00 deixa R$ 0,60 por unidade (R$ 60,00 no mês). O preço de R$ 5,00 deixa R$ 3,60 (R$ 360,00 no mês). Uma diferença de R$ 300,00, só num adicional.
Três cuidados:
- Inclua a perda. Bacon que queima e queijo que cai no chão também custam.
- Revise quando o fornecedor reajustar. Adicional com preço parado é margem que some.
- Não precisa cobrar tudo. Molho e salada podem ser grátis, desde que você saiba o custo e decida de propósito.
O pede.me não guarda o custo dos ingredientes, então essa conta fica numa planilha sua. A ficha técnica de prato traz um modelo pra isso.
Como montar combo e adicionais no cardápio do pede.me?
Um produto no pede.me pode ter grupos de opções, e é com eles que o combo e os adicionais funcionam. O editor traz modelos prontos de grupo: adicionais (vários, opcionais), escolha (uma obrigatória) e sabores. Cada opção pode ter uma diferença de preço.
Um jeito de montar o combo do exemplo:
- Cadastre o lanche por R$ 22,00.
- Crie um grupo de escolha obrigatória, chamado "Quer combo?", com duas opções: "Só o lanche" (sem acréscimo) e "Combo com batata e refrigerante" (+R$ 12,00).
- Crie um grupo de adicionais, opcional, com queijo extra (+R$ 5,00), bacon (+R$ 5,00) e ovo (+R$ 3,00).
O cliente escolhe, o total aparece na hora e o pedido chega com cada opção escrita. Não precisa perguntar nada no WhatsApp.
Se o combo tem escolhas dentro dele, como o sabor da bebida ou o tipo de lanche, o mesmo recurso resolve. E quando a opção escolhida precisa baixar o estoque de outro produto (por exemplo, um combo que leva um suco que também é vendido avulso), o editor de opções tem o campo "Baixa o estoque de", que liga a opção ao produto. A baixa automática de estoque é do plano Pro (R$ 49,90/mês).
Também existem os tamanhos (média e grande, por exemplo) como variação de preço, e o máximo por pedido de um produto, útil numa promoção que você não quer ver levar 20 de uma vez.
Como as fotos ajudam a vender o combo?
Combo sem foto é só uma linha de texto. Combo com foto mostra o que o cliente leva: lanche, porção e bebida na mesma imagem. Duas dicas práticas:
- Fotografe o combo montado, com tudo junto, em luz natural e fundo limpo.
- Use o mesmo padrão em todas as fotos (ângulo e fundo), pra o cardápio parecer organizado.
Se quiser um passo a passo, o artigo fotos de cardápio que vendem mostra como fazer com o celular. No plano Pro (R$ 49,90/mês), cada produto aceita até 4 fotos extras além da capa, e o cliente vê as fotos na ficha do produto.
E o "sem cebola"? Como tratar a observação do cliente?
Todo lanche tem alguém que pede "sem cebola" ou "pão na chapa". Pra esses pedidos não virarem áudio no WhatsApp, o cardápio tem um campo de observação em cada item, onde o cliente escreve o que quiser. O pedido chega com o texto junto do lanche.
Uma regra prática para escolher entre opção e observação:
- O que se repete em muitos pedidos (ponto do hambúrguer, tipo de pão) vira grupo de opções, porque é mais rápido de tocar do que de escrever.
- O que é raro (sem tomate, molho à parte) fica na observação.
Dá pra trocar o texto de exemplo do campo por algo que combine com a sua lanchonete, como "sem tomate, pão na chapa, molho à parte". O exemplo ensina o cliente a usar o campo.
Como lidar com o horário de pico e com o item que acabou?
No pico, o pior erro é vender o que não tem. O cliente espera, a cozinha avisa que acabou e o pedido vira reclamação. O pede.me tem três ferramentas pra isso:
- Situação no cardápio: no editor do produto, você escolhe entre Disponível, Esgotado (o item aparece, mas o cliente não consegue pedir) e Fora do cardápio (o item some até você voltar). Nada é apagado.
- Pausar adicional ou opção: o bacon acabou? Pause só o bacon. Ele some do produto, e o resto segue vendendo.
- Estoque por produto (Pro): informe quantas unidades tem, e o número baixa a cada pedido. Quando chega a zero, o item aparece como esgotado. Pra um passo a passo, veja controle de estoque no delivery.
E pra saber quando o pico acontece, o plano Pro tem, na aba Relatórios, os horários de pico e os itens mais pedidos. Com isso, você prepara a chapa, o molho e as embalagens antes da hora que mais vende.
Checklist: o que fazer esta semana
- Separe o cardápio em lanches, porções, bebidas e sobremesas.
- Calcule o custo de cada item do seu combo mais vendido e a margem em reais.
- Refaça o preço de três adicionais partindo do custo.
- Crie o grupo "Quer combo?" no lanche mais vendido.
- Tire foto do combo montado.
- Escreva um texto de exemplo útil no campo de observação.
- Anote o ticket médio de hoje e compare daqui a duas semanas.
Se você ainda não tem o cardápio no ar, dá pra montar a sua loja de graça em app.pede.me/signup. O plano grátis é grátis pra sempre e não cobra comissão por pedido.
Perguntas frequentes
Depende do custo de cada item, e por isso a conta vem antes do desconto. Some o custo do lanche, da porção e da bebida, e confira se o preço do combo ainda deixa uma margem em reais que você aceita. No exemplo deste guia, o combo custa R$ 6,00 a menos que os itens separados (15%) e ainda deixa R$ 18,60 por venda. Com outros custos, o desconto possível muda.
Pode dar, desde que seja uma decisão e não um esquecimento. Todo adicional tem custo: duas fatias de queijo extra custam R$ 1,40 no exemplo do artigo. Se o adicional é grátis, esse valor sai da sua margem em cada pedido. Uma saída é cobrar os que pesam no custo (bacon, queijo, ovo) e deixar grátis os baratos, como molho e salada.
Há dois caminhos. O pedido que se repete muito vira uma opção no produto, por exemplo um grupo de escolha. O resto vai no campo de observação do item, que o cliente preenche na hora de pedir e que chega escrito no pedido. O pede.me também deixa você trocar o texto de exemplo desse campo pelo que faz sentido na sua lanchonete.
Não existe um cadastro separado chamado combo. O combo é um produto com grupos de opções: por exemplo, o lanche com uma escolha obrigatória entre só o lanche ou o combo com batata e refrigerante, com a diferença de preço em cada opção. Também dá pra cadastrar o combo como um produto de preço fechado. As duas formas funcionam, e a escolha depende de como você prefere montar o cardápio.
Pausando o item, o adicional ou a opção no momento em que acabar: eles somem do cardápio e voltam quando você reativar, sem apagar nada. No plano Pro (R$ 49,90/mês), você ainda pode informar o estoque por produto, e a quantidade baixa sozinha a cada pedido. No plano grátis, a pausa continua valendo, mas é você quem aperta o botão.
Pelo seu próprio histórico de pedidos, não por palpite. No plano Pro, a aba Relatórios mostra os horários de pico e os itens mais pedidos. No plano grátis, dá pra montar a mesma leitura contando os pedidos por hora durante uma semana. O objetivo é saber a que horas o cardápio precisa estar com tudo disponível e a cozinha, preparada.