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Como Montar um Cardápio Digital que Vende: Categorias, Nomes e Ordem

Para montar um cardápio digital que vende, use poucas categorias, ponha no topo o que dá mais margem e sai mais, dê ao prato um nome que diz o que é e uma descrição com ingrediente e peso. No exemplo hipotético deste guia, 3 dos 6 pratos geram 83% da margem de 7 dias, e a ordem do cardápio deve refletir isso.

Como montar um cardápio digital que vende?

Um cardápio digital que vende é curto, fácil de percorrer e honesto sobre o que cada prato é. Na prática, são cinco decisões: poucas categorias, uma ordem que põe no topo o que dá mais margem e sai mais, nomes que dizem o que o prato é, descrições com ingrediente e peso, e foto onde ela ajuda de verdade. Depois, um teste de 7 dias com os números da própria loja confirma ou corrige tudo isso.

Este guia trata da estrutura. Para entender o que é um cardápio digital, leia cardápio digital: o que é e como funciona. Para fotografar os pratos, veja fotos de cardápio que vendem.

O que o painel do pede.me permite fazer na estrutura do cardápio?

Antes de planejar a estrutura, vale saber o que a ferramenta entrega. Estas são as ações do painel, em Cardápio:

  • Reordenar categorias: cada categoria tem duas setas, uma para subir e outra para descer uma posição. A categoria nova entra no fim da lista e é movida com as setas até o lugar certo.
  • Reordenar produtos: dentro de cada categoria, cada produto também tem as setas de subir e descer. A ordem do painel é a que o cliente vê.
  • Renomear categoria: o lápis ao lado do título abre o campo no lugar dele (Enter salva, Esc cancela), com até 60 caracteres.
  • Recado da categoria: uma linha opcional de até 120 caracteres, para avisos como "serve 2 pessoas".
  • Pausar a categoria inteira: o botão "pausar" tira a categoria do cardápio sem apagar nada, e os produtos ficam guardados. Serve para o que existe só em alguns dias.
  • Descrição e preço: o produto tem campo de descrição livre e preço (o campo aceita, por exemplo, 25,90 ou 26).
  • Foto: a capa do produto aceita imagem de até 5 MB, com ajuste de enquadramento. No plano Pro, o produto ganha até 4 fotos além da capa.
  • Situação no cardápio: no editor de um produto já salvo, o seletor tem três estados: Disponível, Esgotado (o cliente vê o item riscado e não consegue pedir) e Fora do cardápio (o item some até você voltar). Os dois últimos são grátis.
  • Exibição: a exibição em lista é a do plano grátis. Grade e vitrine são do plano Pro, e o Pro também permite mostrar a descrição só ao abrir o produto.

Não há campo de "destaque" nem selo de "mais pedido" no produto: o destaque, na prática, é a posição no topo. E o formulário não limita caracteres do nome e da descrição, então o limite que vale é o da tela do cliente.

Quantas categorias e em que ordem?

Poucas categorias, no tamanho do que a pessoa procura. Para uma lanchonete, quatro costumam bastar: lanches, porções, bebidas e sobremesas. A estrutura de blocos para esse tipo de loja está em cardápio digital para lanchonete: combos e adicionais. Aqui interessa o critério geral de montagem:

  1. Uma categoria responde a uma pergunta do cliente. "Quero um lanche", "quero uma bebida". Se não responde, provavelmente junta coisas demais.
  2. Dividir quando passar de uns 8 a 10 itens. Lista longa obriga a rolar, e o cliente cansa antes de chegar ao prato certo.
  3. Nada de categoria "Outros". Ela vira depósito do que não foi pensado. O cliente não procura "outros": se o item é importante, ele merece uma categoria com nome próprio; se não é, talvez não precise estar no cardápio.
  4. Ordem do fluxo de decisão. A pessoa escolhe o prato principal, depois pensa no que levar junto, e só no fim lembra da bebida e da sobremesa. A ordem das categorias acompanha esse caminho.

Dentro de cada categoria, a posição dos produtos é a segunda decisão. O critério da próxima seção responde a pergunta mais útil: quem merece ficar no topo.

Por que ordenar por margem e por saída?

Porque o topo da lista é o espaço mais visto, e ele rende mais quando abriga o prato que sai bastante e deixa mais dinheiro. Margem é o que sobra de cada prato depois do custo dele (conforme explica o artigo de precificação). Saída é quantas vezes ele foi pedido.

O que importa é o produto dos dois: margem por unidade × quantidade vendida. Um prato de margem alta que ninguém pede rende pouco, e um prato muito pedido de margem miúda rende pouco também.

Exemplo hipotético: uma lanchonete com 24 itens olha, por 7 dias, seis pratos representativos. Custos e preços são inventados para a conta.

PratoPreçoCustoMargem por unidadePedidos em 7 diasMargem totalParte da margem
X-BurgerR$ 28,00R$ 11,00R$ 17,0042R$ 714,0036,0%
Batata médiaR$ 18,00R$ 5,00R$ 13,0038R$ 494,0024,9%
X-FrangoR$ 26,00R$ 12,00R$ 14,0031R$ 434,0021,9%
Refrigerante lataR$ 7,00R$ 3,50R$ 3,5055R$ 192,509,7%
Suco naturalR$ 9,00R$ 2,50R$ 6,5020R$ 130,006,6%
PudimR$ 10,00R$ 4,00R$ 6,003R$ 18,000,9%

Como ler a tabela:

  • Margem por unidade: preço menos custo. X-Burger: 28 − 11 = R$ 17.
  • Margem total: margem por unidade × pedidos. X-Burger: 17 × 42 = R$ 714.
  • Parte da margem: margem total ÷ soma das margens totais (R$ 1.982,50). X-Burger: 714 ÷ 1.982,50 = 36,0%.

Os seis pratos somam R$ 1.982,50 de margem em 189 pedidos. Os três primeiros (X-Burger, batata e X-Frango) somam R$ 1.642,00, ou 82,8% da margem (arredondado: 83%). O refrigerante é o item mais pedido em quantidade (55 de 189, ou 29,1%), mas deixa só 9,7% da margem.

O que fazer com isso, olhando os dois eixos:

SituaçãoExemplo da tabelaO que fazer
Sai muito e deixa muitoX-Burger, batataTopo da categoria; cuidar da foto e da descrição.
Sai muito e deixa poucoRefrigeranteManter acessível; não adianta empurrar, mas serve de companhia para o lanche.
Sai pouco e deixa muitoSuco naturalTestar nome, descrição ou posição por uma semana, antes de cortar.
Sai pouco e deixa poucoPudimCandidato a sair do cardápio (ou ficar em Fora do cardápio).

O suco natural tem margem por unidade quase o dobro da do refrigerante (R$ 6,50 contra R$ 3,50). Se uma mudança de posição levasse o suco de 20 para 30 pedidos na semana seguinte, a margem dele iria de R$ 130,00 para R$ 195,00 (6,50 × 30). É uma hipótese a testar, não uma promessa.

Como dar ao prato um nome que diz o que ele é?

O nome é lido antes da descrição e antes da foto. O cliente que não entende o nome precisa abrir o produto ou perguntar no WhatsApp, e cada passo extra é um ponto em que ele pode desistir. A regra é simples: o nome diz o que o prato é, e o nome da casa vem como complemento.

  • Prato + diferencial. "X-Burger de costela" diz mais do que "Mestre da Brasa".
  • Sem código interno. "Combo 3" só faz sentido para quem montou o cardápio.
  • Mesmo padrão em tudo. Escolha um padrão (prato + ingrediente principal) e repita, para o cliente conseguir comparar.

O que escrever na descrição: ingrediente, peso e porção

A descrição serve para responder, em uma linha, três dúvidas: do que é feito, quanto vem e para quantas pessoas serve. A palavra "delicioso" não responde nenhuma delas.

Exemplo hipotético de descrição fraca: "O lanche mais pedido da casa, uma delícia!"

Exemplo hipotético de descrição que informa: "Pão brioche, hambúrguer de 150 g, queijo prato, alface e tomate. Acompanha molho da casa."

Pontos que ajudam:

  1. O mais importante vai no começo. Na exibição em lista, a descrição aparece em até duas linhas na tela do cliente, e o resto só ao abrir o produto. Ingrediente principal e peso ficam na primeira frase.
  2. Peso ou porção sempre que houver. "Porção de 400 g, serve 2 pessoas" evita a pergunta "dá para quantos?" e a troca de mensagens.
  3. Alergênicos à vista, quando relevantes ("contém glúten e leite"): o cliente procura essa informação.
  4. Prato sem descrição é pergunta pendente. Se o cliente não encontra o que quer saber, ele pergunta, escolhe outro ou sai.

Como o formulário não limita caracteres, o controle é seu: passou de duas ou três frases, provavelmente tem coisa demais. Aviso que vale para a categoria toda pode ir no recado dela (até 120 caracteres).

Foto só onde ela ajuda: como decidir?

Foto não é obrigatória em todo produto. Na exibição em lista, o cardápio funciona mesmo sem foto em cada item. Já a exibição em grade, do plano Pro, pede foto em quase todo produto, e a vitrine foi pensada para cardápio curto e caprichado. A escolha do modelo, portanto, interage com a estrutura: se o cardápio tem 80 itens, a lista é a que aguenta; se tem 15 pratos fotografados, grade ou vitrine fazem sentido.

Onde a foto compensa mais:

  • Pratos difíceis de descrever, em que o formato e o tamanho informam mais do que o texto.
  • Pratos de margem alta e boa saída, porque cada visualização vale mais.

Onde ela pesa menos: bebida em lata, água, acompanhamento óbvio. Nome claro e tamanho na descrição já resolvem. Para fotografar bem, veja fotos de cardápio que vendem.

Preço no cardápio: com ou sem centavos?

A margem decide primeiro: o preço sai da conta do prato, em como precificar prato de restaurante. Depois vem a apresentação: o campo de preço do pede.me aceita 26 ou 25,90, e a escolha é sua. Exemplo hipotético: uma conta que deu R$ 25,40 pode ficar em R$ 26,00 ou R$ 25,90 e manter a margem; R$ 24,90 já a reduziria. Escolha um padrão para a loja inteira, para a lista ficar uniforme.

Quais são os erros mais comuns na estrutura do cardápio?

  • Cardápio de 80 itens. Quanto mais itens, mais o cliente rola. No exemplo acima, três de seis pratos geram a maior parte da margem. Os que não sustentam a conta podem ir para "Fora do cardápio", sem apagar nada.
  • Categoria "Outros". Vira gaveta de bagunça. Dê nome a cada categoria ou reavalie o item.
  • Prato sem descrição. Pergunta que o cliente vai fazer no WhatsApp, em vez de pedir.
  • Ordem de cadastro. O que foi cadastrado primeiro não é o que mais vende. Reordene com as setas.
  • Item esgotado ainda como "Disponível". O cliente pede, recebe o aviso depois e fica frustrado. Marque Esgotado assim que acabar; é grátis. Para controlar isso por quantidade, veja controle de estoque no delivery.
  • Mudar muita coisa de uma vez. Impede saber o que funcionou.

Como fazer o teste de 7 dias e ler os mais pedidos?

O teste responde a uma pergunta: o topo do cardápio está com o que realmente dá resultado?

  1. Anote a situação de partida. A ordem das categorias, dos produtos e o ranking dos últimos 7 dias.
  2. Escolha uma mudança. Por exemplo, subir o prato de margem alta que sai pouco, ou renomear um prato de nome confuso. Uma mudança por vez.
  3. Aplique e deixe correr 7 dias. Uma semana completa passa por dias fracos e fortes, o que evita decidir em cima de uma terça atípica.
  4. Compare no fim da semana. Margem total do item (margem por unidade × pedidos) antes e depois, e a posição dele no ranking.
  5. Decida. Mantenha, desfaça (as setas voltam a ordem em segundos) ou teste a próxima mudança.

Onde enxergar os números no pede.me:

  • No plano Pro, a tela de Relatórios traz "Itens mais pedidos" do período (hoje, 7 dias ou 30 dias), ordenados por quantidade ou por faturamento. Os pedidos cancelados não entram na conta. O funil do cardápio mostra "Mais vistos × mais vendidos": quantas pessoas abriram cada produto, quantas pediram, e o produto muito aberto e pouco pedido fica em vermelho, o que costuma indicar problema de preço, foto ou descrição.
  • No plano grátis, o painel de pedidos mostra o que foi pedido. A contagem por item pode ser anotada numa planilha simples por 7 dias, o que já basta para a tabela deste guia.

O relatório mostra quantidade e faturamento, e não a margem: a margem total (margem × pedidos) é conta sua, como na tabela acima. Para outros números da semana, veja indicadores do delivery: 5 números para olhar.

O funil conta pessoas, e quem bloqueia o rastreio não entra nos passos do meio: use os números como indício, não como contagem exata.

E os destaques? O que o pede.me faz e o que não faz?

O que o pede.me faz:

  • Reordena categorias e produtos, renomeia e pausa categoria, e tira produto do cardápio ou marca como Esgotado (os dois são grátis), conforme descrito no início.
  • No plano Pro: relatórios com itens mais pedidos e funil por produto, exibição em grade e vitrine, preço promocional programado por produto, e stories com botão Pedir ligado a um produto (veja stories no cardápio digital).

O que o pede.me não faz:

  • Não tem um selo de "destaque" ou "mais pedido" por produto. O destaque do produto, no cardápio, é a posição no topo da categoria.
  • Não calcula margem por prato nem ficha técnica. O relatório mostra quantidade e faturamento; a margem vem da conta que você faz.
  • Não limita o tamanho do nome e da descrição no formulário, e também não avisa quando o texto fica longo demais para a tela. Essa leitura é sua.

Para colocar a estrutura no ar, crie o cardápio em app.pede.me/signup: o plano grátis tem link próprio, pedidos sem limite e sem comissão. Os recursos Pro, como relatórios e grade, estão em /pro, e você pode ligar quando a conta fizer sentido.

Por onde começar esta semana?

Um roteiro curto, em ordem:

  1. Conte as categorias e junte ou divida até cada uma responder a uma pergunta do cliente.
  2. Elimine a categoria "Outros", se existir, e reescreva os nomes que o cliente não entende e as descrições que não dizem ingrediente nem peso.
  3. Reordene as categorias pelo caminho do cliente e os produtos por margem total.
  4. Ponha em Fora do cardápio o que tem margem baixa e saída quase nula.
  5. Anote a situação de partida e faça o teste de 7 dias, uma mudança por vez.

Perguntas frequentes

Poucas, do tamanho do que a pessoa procura: lanches, porções, bebidas e sobremesas já cobrem uma lanchonete. Se uma categoria passa de uns 8 a 10 itens, vale dividir em duas (por exemplo, hambúrgueres e sanduíches). Não existe número mágico: o teste é o cliente achar o que quer sem rolar a tela em busca.

No painel, em Cardápio, cada categoria tem setas para subir e descer, e cada produto dentro dela também. A nova categoria entra no fim da lista, e as setas levam ela para onde fizer sentido. A ordem do painel é a ordem que o cliente vê no cardápio. Dá para testar uma ordem e voltar atrás em segundos.

No pede.me, o formulário do produto não impõe limite de caracteres ao nome nem à descrição. O limite prático é a tela do cliente: na lista, a descrição aparece em até duas linhas e o restante só ao abrir o produto. Por isso, o que mais importa vai no começo. A categoria, ao ser renomeada, aceita até 60 caracteres, e o recado da categoria, até 120.

Não. Na exibição em lista, que é a do plano grátis, o cardápio funciona mesmo sem foto em todo item. A foto compensa mais onde o prato é difícil de descrever ou onde a margem é boa. Já a exibição em grade, do plano Pro, pede foto em quase todo item. O artigo sobre fotos de cardápio detalha como fotografar.

Antes de cortar, olhe a margem. Prato de margem alta e pouca saída merece uma chance: nome mais claro, descrição melhor ou posição mais alta, por uma semana. Prato de margem baixa e pouca saída pode sair do cardápio. No pede.me, a opção Fora do cardápio tira o produto da vista do cliente sem apagar nada, e ele volta quando você quiser.

No plano Pro, a tela de Relatórios mostra os itens mais pedidos do período (hoje, 7 dias ou 30 dias), por quantidade ou por faturamento, e o funil do cardápio mostra quantas pessoas abriram cada produto e quantas pediram. No plano grátis, a contagem sai dos pedidos recebidos no painel, anotados à mão em uma planilha simples.

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