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iFood ou Delivery Próprio? Vale Ter os Dois (e Como Dividir os Pedidos)
Entre iFood ou delivery próprio, a resposta mais segura pra quem já vende é ter os dois: o marketplace traz cliente que ainda não conhece você, e o canal próprio guarda a margem de quem já compra. Quem está começando pode usar só o iFood. Quem tem cliente fiel pode usar só o próprio.
iFood ou delivery próprio: qual escolher?
Depende de duas coisas: quanto do seu movimento vem de gente que já conhece a loja e quanto vem de gente que só te achou no aplicativo. Quem está começando costuma precisar do marketplace. Quem já tem clientes que voltam costuma pagar comissão por pedidos que seriam seus de qualquer forma. E para quem está no meio do caminho, o mais seguro é ter os dois e dividir o trabalho entre eles.
Este artigo é de decisão. Se você quer a conta da comissão em reais, veja quanto o iFood cobra de comissão. Se já decidiu mover pedidos e quer o passo a passo, o plano está em como sair do iFood sem perder clientes. Aqui a pergunta é outra: qual combinação faz sentido pra você agora.
Quando só o marketplace faz sentido?
Faz sentido quando a loja ainda não tem público próprio. Três sinais costumam aparecer juntos:
- Loja nova. Ninguém conhece o nome, o Instagram tem poucos seguidores e não existe lista de clientes.
- Sem entrega própria. Se você depende da logística do aplicativo, abrir um canal próprio exige antes resolver motoboy, retirada ou entrega por bairro.
- Sem público no bairro. A loja fica num ponto sem movimento, e quem pede vem de longe, pela busca no app.
Nesse cenário, a comissão compra uma coisa real: alcance. O iFood coloca seu cardápio na frente de quem nunca ouviu falar de você, e fazer isso sozinho, com anúncio, leva tempo e dinheiro.
Mesmo assim, vale colocar um cardápio próprio no ar desde o começo. No plano grátis do pede.me ele não tem mensalidade nem comissão, então o custo de existir é só o tempo de montar. E cada cliente que pedir direto uma vez já é um cliente que não precisa ser comprado de novo no aplicativo.
Quando só o canal próprio faz sentido?
Faz sentido quando quase todo o seu movimento já vem de quem conhece a loja. Sinais de que esse é o seu caso:
- Clientes fiéis. Você reconhece os nomes dos pedidos que se repetem toda semana.
- Retirada no balcão. O cliente vai buscar, então não existe custo de entrega a dividir com ninguém.
- Bairro pequeno. O raio de entrega é curto, e a clientela vem de boca a boca, grupo de condomínio ou Instagram local.
- Encomendas. Bolos, marmitas por assinatura, ceias: o cliente combina direto com você e o app só atrapalha.
Nesse caso, o iFood cobra comissão sobre pedidos que o aplicativo não trouxe. Se a loja já está no app, uma saída mais prudente que excluir a conta é pausar a loja, e testar por algumas semanas se o movimento total se mantém. Se cair, é fácil reabrir.
Quando ter os dois é o caminho mais comum?
É o caso de quem tem um pouco de cada: clientes que voltam e, ao mesmo tempo, pedidos que só aparecem porque o app mostrou a loja. É também a divisão que mais protege o caixa, porque cada canal cobre o ponto fraco do outro:
- O marketplace traz cliente novo, que você ainda não alcança sozinho.
- O canal próprio recebe quem já te conhece, sem comissão, e guarda o telefone dele pra você chamar de novo.
A conta abaixo mostra por que isso importa: o que se compara entre canais é o que sobra por pedido, não o preço de tela.
Qual a conta: o que sobra por pedido em cada canal?
Os números a seguir são um exemplo hipotético, pra você refazer com os seus. Pedido de R$ 50,00, insumo de 30% (R$ 15,00), embalagem de R$ 2,00. No iFood, vamos supor 25% somados de comissão e taxa de pagamento online. No canal próprio, PIX direto na conta, sem taxa por pedido, e uma entrega por motoboy que custa R$ 8,00 por corrida, com taxa de R$ 5,00 cobrada do cliente (custo líquido de R$ 3,00 pra você).
| Item (exemplo) | iFood | Canal próprio |
|---|---|---|
| Valor do pedido | R$ 50,00 | R$ 50,00 |
| Taxas do canal | R$ 12,50 (25%) | R$ 0,00 |
| Insumo | R$ 15,00 | R$ 15,00 |
| Embalagem | R$ 2,00 | R$ 2,00 |
| Entrega (custo líquido pra você) | R$ 0,00 (suposto incluído na taxa) | R$ 3,00 |
| Sobra por pedido | R$ 20,50 | R$ 30,00 |
Uma diferença de R$ 9,50 por pedido. Os 25% são só um exemplo: o percentual real depende do seu plano e do seu contrato, e as faixas de mercado que citamos nos outros artigos variam por plano. Confira o seu contrato e use o seu número. A sobra mostrada ainda é antes de mão de obra e contas fixas.
Agora a conta do mês, com 300 pedidos, mudando só a divisão entre canais:
| Cenário (exemplo) | Pedidos no iFood | Pedidos diretos | Sobra no mês |
|---|---|---|---|
| Só iFood | 300 | 0 | R$ 6.150,00 |
| Dois canais, 2 de cada 3 no app | 200 | 100 | R$ 7.100,00 |
| Dois canais, 1 de cada 3 no app | 100 | 200 | R$ 8.050,00 |
| Só próprio, perdendo clientes | 0 | 150 | R$ 4.500,00 |
O que a tabela ensina:
- Cada 100 pedidos que saem do app e vão pro canal próprio acrescentam R$ 950,00 (100 pedidos vezes R$ 9,50).
- O cenário "só próprio" fica R$ 1.650,00 abaixo do "só iFood" se o volume cair pela metade. Sair do app só compensa se os pedidos acompanharem.
- Pra empatar com o "só iFood" (R$ 6.150,00), o canal próprio precisaria de 205 pedidos diretos por mês, já que 205 vezes R$ 30,00 dá R$ 6.150,00. Isso é mais de dois terços dos 300 pedidos.
Por isso a pergunta certa nunca é "qual canal é melhor", e sim "quantos pedidos do app eu consigo mover sem derrubar o total".
E se eu precisar dar desconto pra levar o cliente ao canal próprio?
Entra na conta. Se você der R$ 5,00 de desconto no pedido de R$ 50,00, a sobra no canal próprio cai de R$ 30,00 pra R$ 25,00, e ainda fica R$ 4,50 acima dos R$ 20,50 do iFood no exemplo. O ponto de empate sobe: 246 pedidos diretos por mês (246 vezes R$ 25,00 dá R$ 6.150,00).
Regra prática: o desconto de incentivo nunca deve levar a sobra do canal próprio pra perto da sobra do iFood, senão você trabalha mais e ganha igual. Como montar cupom com regra de mínimo e validade está em cupom de desconto para restaurante.
Se o seu preço de venda precisa absorver taxa e embalagem, o artigo preço de venda no delivery com taxa e embalagem mostra como recalcular cada canal.
Como dividir produto, horário e promoção entre os dois canais?
Não existe divisão única, mas dá pra começar por três regras simples, e ajustar pelos números do mês.
| O que dividir | No iFood | No canal próprio |
|---|---|---|
| Produtos | Os campeões de venda, de fácil entrega e boa margem, pra fazer o cliente novo gostar | Cardápio completo, combos, itens de margem alta e encomendas |
| Horários | Horários em que a cozinha tem folga, pra aproveitar a visibilidade | Horários de pico em que você prefere reservar a cozinha pra quem já é cliente |
| Promoções | Só quando o custo da comissão ainda deixa margem | Cupom e cashback pra quem volta; brinde pra quem pede direto |
| Contato com o cliente | Convite discreto, só pra quem já é seu cliente | Telefone de quem pediu, com consentimento, pra chamar de novo |
Dois cuidados antes de mexer:
- Preço. Antes de deixar o cardápio próprio mais barato, leia o seu contrato. O artigo sobre como sair do iFood sem perder clientes, citado acima, explica o que é público e o que depende de cada loja.
- Convite dentro da embalagem. Faça o convite de forma que você possa defender, simples, gentil e só pra quem já pediu antes.
Cupom e cashback são recursos do plano Pro do pede.me (R$ 49,90/mês). No plano grátis, o cardápio próprio, o link, a taxa por bairro e o PIX direto na conta já funcionam, sem comissão e sem taxa por pedido, e você pode oferecer um brinde simples na mão.
E a entrega: quem faz?
É onde muita conta de "dois canais" quebra. Nos planos do iFood com entrega, a comissão maior inclui a logística. No canal próprio, o custo de entrega é seu. Três caminhos pra começar sem estourar a conta:
- Retirada no balcão. Custo zero e margem cheia. Funciona bem pra quem tem ponto de passagem.
- Entrega por bairro, com taxa justa. Calcule a taxa pelo custo real da corrida. A taxa por bairro está no plano grátis do pede.me.
- Raio pequeno no começo. Atenda poucos bairros bem, em vez de muitos mal.
Montar a estrutura completa de entrega própria está em como montar um delivery próprio.
Quando reavaliar a divisão entre os canais?
Olhe os números todo mês e decida a cada trimestre. Quatro números bastam:
- Pedidos totais (iFood mais direto). Se cair, o canal próprio só tirou pedido de um lado e não somou.
- Percentual de pedidos diretos sobre o total.
- Sobra média por pedido em cada canal.
- Quantos clientes diretos pediram uma segunda vez.
Reavalie antes do trimestre se acontecer algo concreto: mudança de plano ou de comissão, queda forte de pedidos totais, perda do motoboy, ou sazonalidade (datas fortes mudam a conta).
Sinais de que dá pra empurrar mais pedidos pro canal próprio: o percentual direto cresce sem o total cair, a sobra por pedido direto está clara e positiva, e os clientes diretos repetem. Sinais de que é hora de recuar: o total cai por semanas seguidas. Uma linha de corte definida antes ajuda: por exemplo, se o total cair mais de 15% por duas semanas, volte a priorizar o app. Pra montar um painel simples desses números, veja indicadores do delivery: 5 números pra olhar.
Qual o primeiro passo?
Se você não tem canal próprio, comece por ele, sem mexer em nada no iFood: monte o cardápio, receba um pedido de teste por PIX e só então coloque o link na bio e na embalagem. Cadastro grátis, sem cartão, em app.pede.me/signup.
Depois, repita a conta da seção anterior com os seus números, de preferência olhando os pedidos do último mês. É ela que diz quanto empurrar pra cada lado, e a decisão fica baseada em reais, não em sensação.
Perguntas frequentes
Para quem já tem alguns clientes fiéis e ainda depende do aplicativo pra atrair gente nova, sim, porque os dois canais fazem trabalhos diferentes. O iFood coloca a loja na frente de quem ainda não conhece você, e o canal próprio recebe quem já sabe seu nome, sem comissão. O custo de manter o cardápio próprio no plano grátis do pede.me é zero, então o risco está só no tempo de atendimento. A conta por pedido, mostrada neste artigo, ajuda a decidir quanto empurrar pra cada lado.
Quando a loja é nova, ainda não tem clientes que a conheçam, não tem entregador próprio e depende de visibilidade pra receber os primeiros pedidos. Nessa fase, pagar comissão compra alcance. Mesmo assim, vale deixar um cardápio próprio no ar desde cedo, porque ele não custa mensalidade no plano grátis e começa a juntar clientes que repetem.
Quando a maior parte dos pedidos já vem de quem conhece a loja: clientes fiéis, vizinhança, retirada no balcão, encomendas por Instagram ou WhatsApp. Se o iFood traz poucos pedidos novos por mês, a comissão incide quase toda sobre pedidos que seriam seus de qualquer jeito. Pausar a loja no app, e não excluir, deixa a porta aberta pra voltar.
Pegue o valor do pedido e desconte as taxas do canal, o insumo, a embalagem e o custo de entrega que você paga. Pro iFood, use o percentual do seu contrato, que pode variar por plano. Pro canal próprio, use as taxas de pagamento que realmente existirem (PIX direto na conta não tem taxa por pedido no pede.me) e o custo da sua entrega. Compare o que sobra, não o preço de tela.
Depende do contrato da sua loja com o iFood. Até onde sabemos, o acordo do iFood com o CADE trata de paridade de preço entre aplicativos concorrentes, e o que vale para o seu canal próprio está no contrato e nas regras do portal do parceiro. Leia o contrato e, na dúvida, pergunte por escrito ao suporte antes de mexer nos preços.
Um bom ritmo é olhar os números todo mês e decidir a cada trimestre. Compare pedidos totais, percentual de pedidos diretos e sobra por pedido em cada canal. Reavalie também quando algo mudar de verdade: contrato, comissão, entregador, sazonalidade forte ou queda de pedidos totais.