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Maquininha na Entrega: Como Organizar o Pagamento na Porta do Cliente

Maquininha na entrega funciona quando o motoboy sabe o valor exato a cobrar antes de sair e a loja confere, no fim do dia, o resumo da máquina contra os pedidos. No exemplo hipotético deste guia, uma taxa de 3,5% sobre um pedido de R$ 60 custa R$ 2,10, e o acréscimo de 3,5% sobre os itens cobre quase tudo.

Como funciona a maquininha na entrega no delivery?

A maquininha na entrega é o pagamento em que o cliente pede pelo cardápio, mas só paga na porta, passando o cartão (ou fazendo PIX pela própria máquina) no aparelho que o motoboy leva. O pedido sai como "a receber", e a cobrança acontece no momento da entrega. O que faz a operação funcionar são quatro cuidados: o motoboy saber o valor certo, a máquina estar pronta, o pedido ser marcado como pago e o dia ser conferido no fim.

Este guia cuida da máquina na porta. Para a conta de quanto cada forma de pagamento custa, leia taxa do cartão x PIX. Para o dinheiro e o troco, veja troco no delivery. Para a conferência completa do dia, o roteiro está em fechamento de caixa do delivery.

Como a maquininha aparece no pede.me?

No cardápio, a forma aparece para o cliente como "Maquininha (cartão ou PIX)". No painel da loja, em Configurações, na parte de formas de pagamento, ela se chama "Maquininha na entrega". Se o cliente escolher essa forma, o pedido nasce como pagamento pendente, e a cobrança fica para a porta.

A loja pode separar a maquininha por tipo, com nome próprio. As variações oferecidas na tela são "Cartão débito", "Cartão crédito", "Vale-refeição" e "PIX na maquininha". Sem marcar nada, entra só "Maquininha na entrega". Cada nome vira um botão no checkout, e isso ajuda em duas coisas: o cliente diz como vai pagar, e a loja pode dar um acréscimo diferente para cada tipo (veja mais adiante).

Um limite importante: o pede.me não tem integração com maquininha. Ele não envia o valor para a máquina, não recebe a aprovação do cartão e não importa o extrato. A máquina é a da sua operadora, com o seu contrato, e o sistema só registra a forma escolhida e o valor a cobrar.

O que o motoboy precisa saber antes de sair?

Ele precisa de três informações: quanto cobrar, em que forma e se o pedido já está pago. No pede.me, as três estão na tela do entregador, que abre por um link pessoal, sem login.

Na tela da entrega, o bloco de pagamento mostra:

  • Pedido de maquininha a receber: o título "Receber na entrega", o valor em destaque e a linha "Cartão ou PIX: leve a maquininha". Se a loja deu nome à forma (por exemplo, "Cartão débito"), o nome aparece no lugar de "Cartão ou PIX".
  • Pedido já pago: o título "Já está pago" e "Nada a receber na entrega". Vale quando o pagamento foi online ou quando a loja marcou como pago.
  • Pedido com sinal: o valor mostrado é só o que falta (total menos o sinal). Se o sinal ainda não foi confirmado, o bloco pede para confirmar com a loja antes de entregar.
  • Pagamento online não confirmado: o bloco avisa para confirmar com a loja antes de entregar.

Na lista de entregas do entregador, cada linha traz um resumo curto, como "Receber R$ 70,10 na maquininha". O valor mostrado é o total do pedido, que já inclui a taxa de entrega e o acréscimo da forma, quando houver. O motoboy digita esse número na máquina, e não precisa ligar para a loja para perguntar quanto é.

Isso importa porque o erro mais comum de cobrança é o valor digitado de cabeça. Para o resto da rotina do entregador, veja quem usa o que no painel e motoboy próprio ou terceiro.

Que cuidados práticos valem para a máquina na rua?

A parte física da máquina não está no sistema, e por isso entra como rotina da loja. Uma lista que cabe num cartão plastificado:

  1. Bateria. Máquina descarregada vira entrega sem cobrança. Carregue no fim de cada turno e deixe um carregador veicular ou uma bateria externa com o motoboy.
  2. Sinal. Máquinas com chip dependem da cobertura da operadora do chip, e máquinas com Wi-Fi dependem de rede. Em área com sinal ruim, combine uma alternativa: o cliente paga por PIX (pela chave da loja, com confirmação manual) ou em dinheiro. Defina isso antes, e não na porta.
  3. Comprovante. Combine se o comprovante sai impresso, por SMS ou por WhatsApp, e se o motoboy mostra a aprovação na tela antes de entregar o pedido. Pedido entregue sem aprovação é o que mais gera disputa depois.
  4. Entrega só depois da aprovação. A regra de ouro: a sacola só passa para a mão do cliente depois de "aprovado" na tela da máquina.
  5. Quem guarda a máquina. Uma máquina por motoboy, anotada na saída e na volta.

Como repassar a taxa da maquininha com o acréscimo por forma?

O pede.me tem o acréscimo por forma de pagamento, que serve para repassar parte do custo da máquina a quem escolhe pagar nela. A regra, como está no sistema:

  • Percentual de 0 a 30%, com uma casa decimal.
  • Só para dinheiro e maquininha. O pagamento online fica de fora, porque a taxa ali é do gateway (o serviço que cobra PIX ou cartão online).
  • Calculado sobre os itens, já com o desconto de cupom, e sem a taxa de entrega.
  • Configurado por forma. Em Configurações, na lista de formas de pagamento, o botão "%" na linha da forma define o percentual. Dá para ter, por exemplo, 0% no "Cartão débito" e um percentual maior no "Cartão crédito" ou no "Vale-refeição".
  • Visível antes da escolha. O botão da forma ganha o percentual (por exemplo, "Maquininha (cartão ou PIX) (+3,5%)"), e o resumo do pedido mostra a linha de acréscimo, com o total já somado.
  • Calculado no servidor. O valor não depende do que o celular do cliente envia.

Um ponto de partida prudente: não cobre mais do que a taxa que você realmente paga no seu contrato, e deixe o percentual claro no cardápio. Preço diferente por forma de pagamento é um tema com regra própria; confirme com seu contador como tratar o acréscimo no seu caso. O artigo sobre vale-refeição no delivery mostra o mesmo recurso aplicado às taxas mais altas.

Qual é a conta de um pedido de R$ 60 com taxa de 3,5%?

Exemplo hipotético, com taxa de 3,5% (use a do seu contrato) e três situações para o mesmo pedido: R$ 60 de itens e R$ 8 de taxa de entrega, ou R$ 68 no total sem acréscimo.

Situação A: sem acréscimo. O cliente paga R$ 68,00 na máquina. A taxa é 3,5% × 68 = R$ 2,38. A loja fica com R$ 65,62, ou seja, R$ 2,38 a menos do que o pedido vale.

Situação B: acréscimo de 3,5% sobre os itens. O acréscimo é 3,5% × R$ 60 = R$ 2,10. O total na máquina sobe para R$ 70,10 (60 + 8 + 2,10). A taxa passa a ser 3,5% × 70,10 = R$ 2,4535, que arredondado dá R$ 2,45. A loja fica com R$ 67,65, a R$ 0,35 dos R$ 68,00.

SituaçãoTotal passado na máquinaTaxa de 3,5%Sobra para a lojaDiferença para os R$ 68,00
A: sem acréscimoR$ 68,00R$ 2,38R$ 65,62R$ 2,38 a menos
B: acréscimo de 3,5%R$ 70,10R$ 2,45R$ 67,65R$ 0,35 a menos

Por que sobra R$ 0,35 mesmo com o acréscimo igual à taxa? Porque a máquina cobra a taxa sobre tudo que passa nela: itens, entrega e o próprio acréscimo. O acréscimo é calculado só sobre os itens. Para cobrir a taxa inteira, o percentual teria que ser um pouco maior que o da máquina, o que no exemplo seria 4,1% sobre os itens (R$ 2,46 de acréscimo, total de R$ 70,46, taxa de R$ 2,47). Como o acréscimo precisa ser claro e razoável, a loja pode optar por ficar perto da taxa e absorver a pequena diferença.

Se a loja vende 100 pedidos assim no mês pela maquininha (exemplo hipotético), a diferença é de R$ 238,00 sem acréscimo contra R$ 35,00 com o de 3,5%.

Como o pedido é marcado como pago?

No pede.me, o pedido de maquininha nasce como pagamento pendente e só vira pago quando a loja marca. Há dois caminhos no painel de pedidos:

  1. Avançar até "Entregue". Ao concluir a entrega pelo botão do painel, o pedido que não é PIX e ainda não estava pago é marcado como pago junto com o status.
  2. Botão "Já recebi o pagamento". Serve para o que a loja recebeu por fora. Ao clicar, o painel pergunta "Marcar como pago?" e, confirmando em "Já recebi", o pedido passa a aparecer como pago. Não há como desfazer depois do clique. O botão não aparece em pedido de PIX nem em pedido de mesa.

Atenção a um detalhe: quando é o entregador quem confirma a entrega pela tela dele (com o código de entrega, se a loja usa), o sistema muda só o status do pedido para entregue, e não o pagamento. Por isso, quem usa maquininha na porta precisa de uma rotina simples: no fim do turno, conferir os pedidos entregues que ainda aparecem como pendentes e marcá-los. Veja o código de entrega em como confirmar que o pedido chegou.

Quando o cliente já pagou antes (um link de cartão, por exemplo), marque como pago antes de o motoboy sair. A tela do entregador passa a mostrar "Já está pago" e ele não cobra duas vezes.

Como conferir a maquininha no fim do dia?

A conferência compara dois números: o que o painel diz que era para ser cobrado na máquina e o que a máquina de fato registrou. Passo a passo:

  1. Separe os pedidos entregues do dia na forma maquininha (inclusive os de nome próprio, como débito e crédito).
  2. Some o total deles. A tela Caixa, do plano Pro, mostra uma linha por forma ou por conta cadastrada, com o valor e a quantidade de pedidos. Sem o Pro, a soma sai da lista de pedidos.
  3. Pegue o resumo de vendas da máquina do mesmo período (pelo app da operadora ou pelo relatório do aparelho). Confira se o valor está bruto ou líquido da taxa, para comparar o mesmo tipo de número.
  4. Compare e anote a diferença.

Exemplo hipotético de um dia: 12 pedidos entregues na maquininha, que somam R$ 842,40 no painel. O resumo da máquina mostra R$ 772,30 em vendas brutas. A diferença é R$ 70,10, o valor exato de um pedido do exemplo anterior. Essa coincidência aponta a causa: um pedido que não foi passado na máquina (o cliente pagou em dinheiro ou por PIX direto com o motoboy, ou a cobrança ficou para depois). Quando a diferença não é o valor de um pedido, procure um valor digitado errado, um estorno ou duas cobranças no mesmo cartão.

Um aviso sobre a Caixa: ela soma todo pedido não cancelado, tenha sido pago ou não. Um pedido entregue e ainda pendente entra na soma do dia, e é por isso que a conferência com o resumo da máquina é o que revela o pedido que não foi cobrado. O roteiro completo, com gaveta, PIX e cancelados, está em fechamento de caixa do delivery.

Quais são os riscos da maquininha na rua e como reduzir?

RiscoO que reduz
Máquina perdida ou roubadaRegistro de quem está com cada máquina, contato da operadora anotado e entendimento prévio do que o contrato prevê em caso de perda
Cobrança com valor erradoValor lido da tela do entregador, sem digitar de memória, e conferência diária do resumo da máquina
Entrega sem cobrançaRegra de só entregar depois da aprovação e conferência dos pedidos entregues que seguem pendentes
Máquina sem bateria ou sem sinalCarga no fim do turno, bateria externa e alternativa combinada (PIX pela chave ou dinheiro)
Cliente que muda de forma na portaRegra clara de aceitar só as formas cadastradas, e aviso do motoboy à loja para ajustar o registro

O que o pede.me faz e o que não faz com a maquininha na entrega?

O que faz

  • Cadastra a forma "Maquininha na entrega", com variações de nome (débito, crédito, vale-refeição, PIX na maquininha).
  • Mostra para o cliente a forma no checkout, com o acréscimo antes da escolha, quando a loja define um.
  • Calcula o acréscimo por forma (0 a 30%, sobre os itens, sem a entrega) no servidor.
  • Mostra ao entregador o valor a receber em destaque, o nome da forma e o aviso "leve a maquininha", e na lista um resumo curto.
  • Mostra "Já está pago" quando não há nada a cobrar, e só o que falta quando há sinal.
  • Permite marcar o pedido como pago ("Já recebi o pagamento"), e marca como pago ao concluir o pedido como "Entregue" pelo painel.
  • Soma as vendas por forma na tela Caixa (plano Pro, R$ 49,90/mês).

O que não faz

  • Não tem integração com a maquininha: não envia o valor, não recebe a aprovação e não lê o extrato.
  • Não confere sozinho o resumo da máquina com os pedidos; a comparação é manual.
  • Não marca o pedido como pago quando o entregador confirma a entrega pela tela dele.
  • Não cobre perda, roubo ou erro de cobrança na máquina: isso é com a operadora e com a rotina da loja.
  • Não aplica acréscimo ao pagamento online nem ao PIX pela chave.

Passo a passo para organizar a maquininha na entrega

  1. Cadastre a forma. Em Configurações, nas formas de pagamento, ative a maquininha e escolha se quer separar por tipo.
  2. Defina o acréscimo, se fizer sentido. Pegue a taxa do seu contrato, faça a conta como no exemplo do pedido de R$ 60 e use o botão "%" da forma.
  3. Treine o motoboy a ler a tela. Valor em destaque, nome da forma e "Já está pago" quando não há o que cobrar.
  4. Monte a rotina da máquina. Bateria, sinal, comprovante e entrega só depois da aprovação.
  5. Marque o pagamento. Pelo painel, ao concluir como "Entregue" ou pelo "Já recebi o pagamento", e confira no fim do turno quem ficou pendente.
  6. Confira o dia. Total do painel contra o resumo da máquina, e anote a diferença com a causa.

Para usar a tela Caixa na conferência, veja o que o plano Pro inclui em /pro.

Perguntas frequentes

Sim, quem digita é o motoboy, na máquina dele. O valor aparece na tela do entregador do pede.me, em destaque, no bloco "Receber na entrega", junto de "leve a maquininha". O pede.me não conversa com a máquina: o valor não vai sozinho para ela, e o entregador precisa digitar o que está na tela.

Não. Não existe integração com maquininha: o sistema não envia o valor para a máquina, não recebe a confirmação do cartão e não lê o extrato. A forma "Maquininha na entrega" só registra que o pedido será cobrado na porta. Quem marca o pedido como pago é a loja, no painel.

Pode, pelo acréscimo por forma de pagamento: um percentual de 0 a 30%, só para dinheiro e maquininha, calculado sobre os itens (já com o desconto de cupom) e sem a taxa de entrega. O cliente vê o percentual no botão da forma e a linha de acréscimo no resumo antes de finalizar. Não passe do que a sua taxa realmente custa, e confirme com seu contador como tratar isso no seu caso.

Quando a loja marca. No painel, o botão "Já recebi o pagamento" marca o pedido como pago a qualquer momento (por exemplo, quando o cliente pagou por link antes). O botão de avançar até "Entregue" também marca como pago os pedidos que não são PIX. A confirmação de entrega feita pelo entregador, pela tela dele, muda só o status do pedido.

Para o valor errado, a defesa é a tela do entregador mostrar o número pronto e a loja conferir o resumo da máquina no fim do dia. Para a perda, o caminho é o contrato da sua operadora: bloqueio da máquina e comunicação à empresa dependem das regras dela. Anote os passos antes de precisar deles.

A tela Caixa, que ajuda na conferência do dia por forma de pagamento, é do plano Pro (R$ 49,90/mês). A conferência também pode ser feita sem ela, somando os pedidos entregues da lista de pedidos e comparando com o resumo da máquina. O plano grátis é grátis de verdade e sem comissão.

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