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Cardápio Digital para Sushi e Comida Japonesa: Combos, Peças e Pedido Sem Erro

Cardápio digital para sushi funciona assim: combos primeiro, peças avulsas por tipo, escolha das peças limitada a exatamente N, adicionais como shoyu e gengibre e observação por item. No exemplo hipotético deste guia, um combo de 20 peças com custo de R$ 16,80 sai a R$ 56,00 e fecha com 30% de custo.

O que a casa japonesa vende e como organizar o cardápio

O cardápio de uma casa japonesa tem muitos itens parecidos, e o cliente quer comparar rápido. O que costuma aparecer: combos por número de peças, sushis e sashimis avulsos, hots (rolinhos empanados e fritos), temakis, yakisoba e bebidas.

Uma ordem de categorias que funciona como ponto de partida:

  1. Combos. Vêm primeiro porque resolvem a dúvida de quem não sabe o que pedir e puxam o ticket pra cima. Nomeie pelo número de peças ("Combo 20 peças") pra o cliente comparar de olho.
  2. Sushis e sashimis avulsos, separados por tipo: uramaki, hossomaki, nigiri, sashimi.
  3. Hots.
  4. Temakis.
  5. Yakisoba e pratos quentes.
  6. Bebidas.

Cada categoria vira uma seção do cardápio, e o cliente navega por ela no celular. Em comida japonesa a foto ajuda o cliente a comparar os combos. Se a dúvida é como fotografar, veja fotos de cardápio que vendem. E se você ainda não tem o cardápio no ar, o cardápio digital grátis do pede.me permite começar sem pagar mensalidade e sem comissão por pedido.

Como montar um combo no pede.me, se não existe cadastro de combo?

Não existe um cadastro de combo. O combo é um produto como outro qualquer, e há dois jeitos de montá-lo.

Jeito 1: produto de preço fechado. O "Combo Casal" custa, por exemplo, R$ 89,90 e a descrição diz o que vem dentro: "10 uramakis salmão, 10 nigiris variados e 10 hossomakis". O cliente não escolhe nada, só adiciona e segue. É o mais simples, e serve pra combo que a cozinha monta sempre igual.

Jeito 2: produto com grupo de escolha. O "Combo 20 peças" tem um grupo de opções, e o cliente decide quais peças levar. Dá mais trabalho de cadastrar, mas a loja vende mais a mesma base e o cliente se sente dono do pedido.

Como decidir:

  • Combo que gira pouco e tem receita fixa: preço fechado.
  • Combo que o cliente costuma querer montar: grupo de escolha.
  • Os dois podem conviver: um combo "da casa" fechado e outro "monte o seu".

Um detalhe que poupa retrabalho: o limite de escolhas é do grupo, não do tamanho. Se você tem o combo de 10, de 20 e de 30 peças, cadastre um produto por combo e use a opção de copiar o grupo de um produto para outro, ajustando só o limite. A lógica de combos e adicionais em outro nicho está no guia de cardápio digital para lanchonete, com o mesmo princípio.

Como o cliente escolhe as peças sem errar a conta?

A trava que evita erro é o limite do grupo no modo "exatamente N". Veja um exemplo de "Combo 20 peças" montado pela escolha de rolinhos de 5 peças cada:

  • Grupo: "Escolha 4 rolinhos (5 peças cada)".
  • Limite: exatamente 4.
  • Obrigatório: sim.
  • Repetir a mesma opção: ligado, pra quem quiser 4 de salmão.
  • Opções: uramaki salmão, uramaki camarão, hossomaki pepino, hossomaki kani, e assim por diante.

Quatro escolhas de 5 peças dão 20 peças, e o cliente só consegue fechar o item quando completa as quatro. Não existe o pedido com 19 ou com 21 peças chegando na cozinha.

Cada opção pode ter diferença de preço. Exemplo hipotético: o uramaki de salmão entra no preço do combo, e o de atum cru especial soma mais R$ 4,00 por escolha. Assim o combo base continua com o mesmo preço de vitrine e o cliente paga a mais só pelo que é mais caro.

Dois cuidados:

  • O pede.me não cobra sozinho o que passa de um limite. O "exatamente N" impede que passe, então a conta fica no preço do produto mais as diferenças das opções.
  • Quando o peixe de uma opção acaba, pause só aquela opção. Ela some do grupo sem ser apagada, e o resto do combo continua vendendo. Detalhes mais adiante, na seção sobre o peixe do dia.

Shoyu, gengibre, wasabi e hashi: cobrar ou dar de graça?

Esses itens são pequenos, mas geram dúvida e desperdício quando saem sem regra. O jeito de organizar no cardápio:

  • Adicionais opcionais com preço: shoyu extra, gengibre extra, wasabi extra. Pode ser R$ 1,00 cada, por exemplo, ou R$ 0,00 se você quiser dar. O pede.me aceita as duas formas, e o cliente só marca se quiser.
  • Escolha obrigatória pro hashi. Um grupo "Hashi" com as opções "Sem hashi", "1 par" e "2 pares" evita o pedido que sai com hashi sobrando e o cliente que reclama porque não veio. É uma escolha de uma opção só, obrigatória.
  • Quantidade inclusa no combo. Descreva na ficha do combo o que já vem junto ("acompanha shoyu, gengibre e wasabi"). O adicional cobra apenas o que passa disso.

Como decidir entre dar e cobrar, faça uma conta de custo pelo sachê ou porção. Se o shoyu extra custa R$ 0,25 e você cobra R$ 1,00 (números de exemplo), sobram R$ 0,75 por unidade. Se sai de graça, esse custo vai pra margem do pedido, e é por isso que vale revisar a conta do combo antes de decidir. A mesma lógica de somar embalagem e extras ao preço aparece em preço de venda no delivery com taxa e embalagem.

Como tratar "sem cebolinha" e "sem cream cheese"?

Cada item do pedido tem um campo de observação, onde o cliente escreve o que quiser. O texto de exemplo que aparece no campo é editável, então troque-o por algo que ensine o cliente a usar: "Ex.: sem cebolinha, sem cream cheese, molho à parte".

Algumas regras de bolso:

  • Observação é pra exceção. Se a mesma pedida se repete toda semana ("sem cream cheese" em todo uramaki), vale criar um grupo de escolha ("Com ou sem cream cheese") em vez de depender de texto livre.
  • O que o cliente escreve aparece no pedido que a cozinha lê, então peça que o cliente seja objetivo.
  • Restrição alimentar séria não deve ficar só na observação. Se o cliente avisa sobre uma alergia, confirme com ele antes de preparar, por mensagem ou ligação. Campo de texto não substitui conversa.

Quanto custa e quanto cobrar por um combo de 20 peças?

O pede.me não guarda custo de insumo nem calcula CMV (custo da mercadoria vendida). Essa conta fica numa planilha sua. O passo a passo, com números hipotéticos só pra mostrar o raciocínio:

Item do custoValor (exemplo)Como chegou
Peixe e recheiosR$ 9,00Salmão, kani, cream cheese e pepino das 20 peças
Arroz temperadoR$ 2,40Arroz cozido e tempero
Alga e gergelimR$ 1,60Folhas de nori e cobertura
Subtotal dos insumosR$ 13,009,00 + 2,40 + 1,60
Perda (10% dos insumos)R$ 1,3013,00 × 0,10
EmbalagemR$ 2,50Bandeja, tampa, hashi, sachês e sacola
Custo total do comboR$ 16,8013,00 + 1,30 + 2,50

Agora o preço. Se você quer que o custo seja 30% do preço, divida o custo por 0,30:

R$ 16,80 ÷ 0,30 = R$ 56,00

Conferindo: 30% de R$ 56,00 dá R$ 16,80. Sobram R$ 39,20 de margem bruta (56,00 menos 16,80), ou 70% do preço. Esse dinheiro ainda precisa pagar entregador, taxa de maquininha (quando houver), gás, pessoal e aluguel, antes de virar lucro. Por peça, o combo custa R$ 0,84 (16,80 ÷ 20) e é vendido a R$ 2,80 (56,00 ÷ 20).

A perda merece atenção própria no sushi: aparas, cortes que sobram e sobra de arroz entram na conta. Os 10% do exemplo são só uma folga ilustrativa: o seu número vem de pesar o que entra e o que sai por um tempo. O passo a passo pra transformar isso em rotina está na ficha técnica de prato e no guia de CMV pra delivery.

Qual peça dá mais margem? A conta por tipo

Nem toda peça rende igual. Olhar a margem em reais e em percentual mostra onde o cardápio ganha e onde só gira. Exemplo, com números hipotéticos por unidade vendida:

PeçaCusto (exemplo)Preço (exemplo)Margem em R$Margem em %
Hossomaki de pepinoR$ 0,50R$ 1,80R$ 1,3072,2%
Uramaki salmão com cream cheeseR$ 1,10R$ 3,00R$ 1,9063,3%
Nigiri de salmãoR$ 1,60R$ 4,00R$ 2,4060,0%
Sashimi de atum (fatia)R$ 2,50R$ 5,00R$ 2,5050,0%
Temaki de salmão (unidade)R$ 9,50R$ 29,00R$ 19,5067,2%

A margem em percentual é a margem em reais dividida pelo preço (por exemplo, 1,30 ÷ 1,80 = 72,2%). O que a tabela de exemplo ensina:

  • O hossomaki tem a maior margem percentual, mas é a peça que rende menos dinheiro por unidade (R$ 1,30).
  • O sashimi tem a menor margem percentual (50,0%), mas rende R$ 2,50 por fatia, mais do que o uramaki. Dar destaque a ele só faz sentido se o preço cobrir a perda do corte.
  • O temaki é um produto de ticket alto. Cada venda deixa R$ 19,50 de margem bruta, equivalente a 15 peças de hossomaki (19,50 ÷ 1,30 = 15).

Use isso pra decidir o que fica no topo de cada categoria e o que entra nos combos. Combos que misturam peças de margem percentual alta com peças mais caras seguram o preço sem assustar o cliente.

Dá pra entregar comida crua por delivery?

Isso é, antes de tudo, uma política do dono. Peixe cru exige cuidado com temperatura e com o tempo entre o preparo e a porta do cliente, e as regras sanitárias para comida crua e para o transporte variam. Antes de abrir o delivery, confira com a vigilância sanitária do seu município o que vale para a sua operação. Aqui, nenhuma norma é citada de propósito: o que vale pra você é o que o órgão local disser.

Dentro do que o dono decide, o cardápio ajuda assim:

  • Limite a área de entrega. A taxa de entrega por bairro é grátis no pede.me. Cadastre só os bairros que a sua rota atende com segurança e deixe de fora os distantes. Veja taxa de entrega por bairro ou km pra montar a lista.
  • Defina um tempo máximo de entrega como regra interna e use o painel pra acompanhar. Pedido que passa do tempo é pedido pra reavaliar a rota.
  • Pausar o que não entrega bem. Se um item não chega em bom estado, marque como Esgotado ou tire do cardápio.

Nada disso substitui a orientação sanitária: pergunte, anote a resposta e siga o órgão local.

Qual pedido mínimo e como atravessar o horário de pico?

O pedido mínimo da loja, em reais, é uma trava útil no sushi. Uma peça só não paga a entrega, e a casa vive de ticket. Exemplo hipotético: com margem bruta de 70% (como no combo de R$ 56,00) e custo de entrega de R$ 8,00 por pedido, quanto precisa ter o pedido pra cobrir a entrega?

  • Pedido de R$ 30,00: margem de R$ 21,00 (30,00 × 0,70). Menos R$ 8,00 de entrega, sobram R$ 13,00.
  • Pedido de R$ 60,00: margem de R$ 42,00 (60,00 × 0,70). Menos R$ 8,00, sobram R$ 34,00.

O pedido de R$ 60,00 rende mais que o dobro do de R$ 30,00 depois da entrega. Um pedido mínimo bem pensado empurra o cliente pro combo. Sobre o que o pede.me tem pra isso: pedido mínimo e frete grátis acima de um valor existem, e a conta de qual valor é o seu depende dos seus custos.

No horário de pico (sexta e sábado à noite, por exemplo), a cozinha de sushi pode travar, porque o preparo é artesanal. O que ajuda:

  • Feche a loja por um tempo quando a fila passa do limite. É possível fechar por alguns minutos ou até reabrir, com um recado curto pro cliente ("Estamos com a cozinha cheia, voltamos em instantes"), e a loja reabre sozinha. Pedido lançado pelo painel ainda passa.
  • Acompanhe a fila no painel ao vivo, com som, pra não perder pedido. Mais sobre isso em como organizar a fila de pedidos no delivery.

O que fazer quando o peixe do dia acaba?

Peixe fresco acaba, e o cardápio precisa acompanhar. O pede.me tem três situações pra cada item, e todas são grátis:

  • Disponível: o cliente vê e pede.
  • Esgotado: o cliente vê, mas não consegue pedir. Bom pra item que volta amanhã.
  • Fora do cardápio: o item some.

Se o peixe é uma opção dentro de um grupo (o recheio de um temaki, o sabor de um combo), pause só a opção. Ela some sem ser apagada, e o combo continua à venda com as outras. Quando o fornecedor entregar, volte pra disponível em um toque.

O estoque automático, que desconta a cada pedido, é do plano Pro e vale pra produto pronto, não pra insumo. O peixe cru da sua câmara fria continua sendo controle seu. Pra uma leitura mais ampla do tema, veja controle de estoque no delivery.

Pronto pra montar o cardápio da sua casa japonesa, com combos, escolha de peças e adicionais, sem comissão por pedido? Crie a sua loja em app.pede.me/signup.

Perguntas frequentes

Não. Combo não é um tipo de cadastro à parte. Você monta como um produto comum, de um destes dois jeitos: um produto de preço fechado (o cliente leva exatamente o que está na descrição) ou um produto com grupo de escolha das peças, em que o cliente monta o combo dentro de um limite que você define.

Crie um grupo de opções no produto do combo e defina o limite como "exatamente N", em que N é o número de escolhas. Enquanto o cliente não completar a quantidade, ele não consegue fechar o item. Se cada escolha vale um bloco de peças (por exemplo, 5 peças), ajuste o N e o nome do grupo pra deixar isso claro. Dá pra repetir a mesma opção.

É decisão sua, e o pede.me aceita os dois jeitos: o item pode ter preço ou ser grátis. Uma conta simples é pensar no custo do sachê ou da porção, na margem do pedido e no que o cliente espera. Um caminho é incluir uma quantidade no combo e cobrar só o que passa disso, como adicional com preço.

Some o custo do peixe e dos recheios, do arroz, da alga, da embalagem e uma folga pra perda. Divida o custo total pelo percentual de custo que você quer (por exemplo, 30% é dividir por 0,30). No exemplo deste guia, R$ 16,80 de custo viram R$ 56,00 de preço. O pede.me não guarda custo de insumo, então a conta fica em planilha.

Isso é uma política do dono, e as regras sanitárias de comida crua e de transporte variam. Antes de abrir o delivery de peixe cru, confira com a vigilância sanitária do seu município o que vale pra sua operação. No cardápio, o pede.me ajuda a limitar a área de entrega por bairro e a pausar o que não dá pra entregar bem.

Marque o produto como Esgotado: o cliente ainda vê o item, mas não consegue pedir. Se o peixe é uma opção dentro de um grupo (um sabor de temaki, por exemplo), pause só a opção, que ela some sem ser apagada. Quando o fornecedor entregar, é só voltar pra Disponível.

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