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Taxa de Conversão do Cardápio Digital: Quantos Abrem e Quantos Pedem
A taxa de conversão do cardápio digital é a parte das pessoas que abriram o cardápio e fizeram pedido: pedidos ÷ visitas × 100. No exemplo hipotético deste guia, 54 pedidos para 600 visitas dão 9%, e o funil mostra em que passo as outras 546 pessoas saíram.
O que é a taxa de conversão do cardápio digital?
É a parte das pessoas que abriram o seu cardápio e terminaram o dia com um pedido. A conta é pedidos ÷ visitas × 100. Se 600 pessoas abriram o cardápio e 54 pediram, a conversão é 54 ÷ 600 = 0,09, ou 9% (exemplo hipotético).
Esse número sozinho diz pouco. Ele só responde "quantos pedem", e não "onde os outros desistem". Para a segunda pergunta existe o funil: o caminho que a pessoa percorre da primeira tela até o pedido. Este guia mostra como calcular a conversão, como ler o funil, onde a venda costuma vazar e como testar um conserto de cada vez.
A conversão é um dos cinco números do guia de indicadores do delivery, e a divisão por canal (Instagram, Google, link direto) está em de onde vêm os pedidos. Aqui o foco é o que acontece dentro do cardápio.
Quais são os passos do funil do cardápio?
São cinco, e o pede.me conta os cinco na seção Funil do cardápio, em Relatórios:
- Abriram o cardápio: a visita à página da loja.
- Abriram um produto: a pessoa tocou num item e a ficha dele abriu.
- Puseram no carrinho: a pessoa adicionou algo à sacola.
- Chegaram no checkout: a pessoa abriu a tela de finalizar o pedido com a sacola preenchida.
- Fizeram o pedido: o pedido foi enviado.
Para cada passo, o relatório mostra quantas pessoas chegaram ali e a porcentagem de quem veio do passo anterior. Um exemplo hipotético de uma semana:
| Passo | Pessoas | % do passo anterior | % das visitas |
|---|---|---|---|
| Abriram o cardápio | 600 | — | 100% |
| Abriram um produto | 300 | 50% | 50% |
| Puseram no carrinho | 150 | 50% | 25% |
| Chegaram no checkout | 90 | 60% | 15% |
| Fizeram o pedido | 54 | 60% | 9% |
Como ler: 300 ÷ 600 = 50%; 150 ÷ 300 = 50%; 90 ÷ 150 = 60%; 54 ÷ 90 = 60%; e 54 ÷ 600 = 9%, que é a conversão final. Cada passo sempre é menor ou igual ao anterior.
Como o pede.me conta as pessoas?
O funil conta pessoas, não cliques. Quem abriu cinco produtos conta como uma pessoa em "abriram um produto". E quem abre o mesmo produto cinco vezes na mesma visita também gera uma só abertura daquele produto.
A identificação é um código que muda todo dia, sem cookie. Dois efeitos práticos dessa escolha:
- O código muda a cada dia. Dentro de um dia, o sistema reconhece a mesma pessoa. Em períodos de vários dias, quem voltou no dia seguinte pode contar como outra pessoa em "abriram o cardápio". Por isso o próprio relatório diz que a conversão serve para comparar semanas e canais entre si, não como número exato.
- A origem acompanha a pessoa. Quem chegou por um canal (por exemplo, o link do Instagram) leva essa origem até o pedido, então o relatório consegue mostrar a conversão por canal e por aparelho.
O que fica de fora da conta?
O relatório avisa na própria tela o que não entra, e vale conhecer cada exceção antes de tirar conclusão:
- Quem bloqueia rastreio. Os passos do meio (produto, carrinho, checkout) dependem de sinais do navegador, e quem usa bloqueador pode não enviá-los. O pedido é registrado pelo servidor e conta sempre. Quando isso gera uma contagem fora de ordem, o relatório nunca exibe um passo maior que o anterior.
- Pedidos do painel e do totem. Pedido lançado por telefone ou balcão, e pedido feito no totem, não passam pelo cardápio público. Ficam fora do funil, para não inflar a conversão.
- Visitas de programas automáticos. Acessos de programas que varrem páginas, como os que geram a prévia de um link, não contam como gente.
- Lojas de demonstração. Não entram na contagem.
- Cardápio só de catálogo. Quando a loja está configurada como catálogo, sem pedido, a abertura de produto não entra no funil, porque ali não existe compra.
O período é o que você escolher no relatório: hoje, 7 dias, 30 dias, o mês ou datas personalizadas.
Como calcular a conversão sem o relatório?
Duas contas, uma por onde começar:
1. A conta geral. Pedidos do período ÷ visitas do período × 100. O pedido você conta na lista de Pedidos. O difícil é a visita: sem ferramenta que conte quem abriu o cardápio, o número vem de fora (por exemplo, os cliques no link que a rede social informa, se ela informa). Nesse caso, trate o resultado como estimativa grosseira.
2. A conta por canal. No relatório do Pro, a tabela "Conversão por canal" divide visitas e pedidos de cada origem. Exemplo hipotético, mesma semana:
| Canal | Visitas | Pedidos | Conversão |
|---|---|---|---|
| 300 | 15 | 5% | |
| Link direto | 200 | 30 | 15% |
| 100 | 9 | 9% | |
| Total | 600 | 54 | 9% |
As linhas fecham: 300 + 200 + 100 = 600 visitas; 15 + 30 + 9 = 54 pedidos. A leitura: o Instagram traz metade das visitas e converte menos (15 ÷ 300 = 5%), enquanto o link direto, que costuma ser de quem já conhece a loja, converte mais (30 ÷ 200 = 15%). Isso não prova que o Instagram é ruim: quem vem de lá pode estar conhecendo a loja pela primeira vez. Pede só que a comparação seja do mesmo canal semana a semana. Se o Instagram vai de 5% para 8%, algo mudou para melhor.
Atenção a um detalhe: o relatório compara pedidos e visitas do mesmo período, e os dois não são sempre a mesma pessoa no mesmo dia. Quem abre o cardápio de manhã e pede à noite pode ser contado como duas pessoas. Por isso, olhe a tendência, não os decimais.
Onde a venda costuma vazar?
O funil mostra a queda, e a queda aponta para uma região do cardápio. O relatório não diz o motivo da desistência, então o quadro abaixo é uma lista de suspeitas para investigar, não um diagnóstico.
| Onde cai | O que costuma estar por trás | O que testar |
|---|---|---|
| Abriu o cardápio, não abriu produto | Primeira tela sem apetite: sem foto, categorias demais, nada que chame o toque | Reordenar categorias e destacar poucos itens no topo, como em montar um cardápio que vende |
| Abriu produto, não pôs no carrinho | Foto fraca ou ausente, descrição vaga, preço fora do esperado, opção obrigatória confusa | Trocar a foto (veja fotos de cardápio que vendem) ou reescrever a descrição |
| Pôs no carrinho, não chegou no checkout | Pedido mínimo da loja acima do que a pessoa queria gastar; sacola que parece cara | Rever o valor com a conta de pedido mínimo |
| Chegou no checkout, não pediu | Taxa de entrega que só aparece no fim, forma de pagamento que a pessoa não tem, loja fechada ou sem entrega no bairro | Mostrar a regra da taxa antes (veja taxa de entrega por bairro ou km) e conferir o horário de funcionamento |
Dois cuidados sobre o que a tabela afirma:
- Taxa de entrega só no fim. Muita gente decide pelo preço total. Se a taxa surge apenas no checkout, a surpresa pode derrubar o último passo. É uma hipótese forte para a queda de "checkout para pedido", mas só o teste confirma.
- Loja fechada. Quem abre o cardápio fora do horário e não consegue pedir entra nas visitas e não vira pedido, o que reduz a conversão sem que nada no cardápio esteja errado. Se a conversão cai em um dia ou horário específico, confira antes se a loja estava aberta para pedidos.
Como usar "Mais vistos × mais vendidos"?
É a tabela do relatório que mostra os 8 produtos mais abertos do período, com quantas pessoas abriram cada um, quantos pedidos do cardápio os continham e a conversão (pedidos ÷ pessoas que abriram). Só entram os pedidos feitos pelo cardápio, os mesmos do funil.
Exemplo hipotético:
| Produto | Abriram | Pedidos | Conversão |
|---|---|---|---|
| Pizza calabresa | 40 | 4 | 10% |
| Pizza quatro queijos | 25 | 10 | 40% |
| Pizza portuguesa | 20 | 0 | 0% |
A calabresa é o produto mais aberto (40 pessoas) e converte só 10%: 4 ÷ 40. A quatro queijos converte 40% (10 ÷ 25). E a portuguesa, aberta por 20 pessoas, não foi pedida nenhuma vez. O pede.me destaca em vermelho o produto aberto por 5 pessoas ou mais e com zero pedidos, e o texto do relatório lembra que produto muito aberto e pouco pedido costuma ser preço, foto ou descrição.
O que fazer com isso: abra a ficha do produto como o cliente a vê e pergunte o que há de diferente entre o que converte e o que não converte. Pode ser a foto, o preço frente ao vizinho de categoria, a descrição ou uma opção obrigatória. Escolha um produto e um motivo para testar.
Como testar uma mudança por vez?
Teste é trocar uma coisa, deixar rodar e comparar com o período anterior. Passo a passo:
- Anote a linha de base. Conversão geral e a queda do passo que você quer consertar, de uma semana inteira. No exemplo, o pior passo é "pôs no carrinho" (50% de quem abriu um produto) e "chegaram no checkout para pedido" (60%).
- Escolha uma mudança só. Por exemplo, mostrar a taxa de entrega antes do checkout, ou trocar a foto de um produto. Duas mudanças juntas impedem de saber qual funcionou.
- Mude e anote a data. Sem a data, o antes e o depois viram opinião.
- Deixe rodar por semanas inteiras. O dia da semana pesa no delivery; comparar uma terça com um sábado engana.
- Compare o mesmo passo e o mesmo canal. Se mexeu no checkout, olhe "checkout para pedido", não só a conversão geral.
- Decida com folga. Diferença pequena pode ser acaso, principalmente com poucos pedidos. Se a variação é de dois ou três pedidos, prolongue o teste.
Exemplo hipotético de resultado: depois de mostrar a regra da taxa de entrega antes do checkout, a semana seguinte teve 620 visitas e 62 pedidos, ou 62 ÷ 620 = 10%, contra os 9% de antes. A diferença de um ponto percentual pode vir da mudança, de uma semana melhor ou das duas coisas. Para ter mais confiança, repita a comparação e olhe o passo específico: se "checkout para pedido" subiu de 60% e a loja não mudou mais nada, a hipótese ganha força.
Para dimensionar o que um ponto de conversão vale, faça a conta da loja. Exemplo hipotético: ticket médio de R$ 50 e 600 visitas por semana. Cada ponto percentual a mais de conversão são 6 pedidos a mais (1% de 600), ou R$ 300 de venda bruta (6 × R$ 50). É uma conta de dimensão, não uma promessa: o ganho real depende de a mudança funcionar e de a loja dar conta de produzir o volume extra.
O que o pede.me faz e o que não faz nessa medição?
Faz, no plano Pro (R$ 49,90/mês):
- Mostra o Funil do cardápio com os cinco passos em pessoas e a porcentagem de cada um.
- Divide a conversão por canal e por aparelho.
- Lista os 8 produtos mais abertos com os pedidos que os continham.
- Deixa de fora pedidos do painel, do totem e de lojas de demonstração, e a visita de programas automáticos.
- Funciona sem cookie, com um código de visitante que muda todo dia.
Não faz:
- No plano grátis, não mede. Relatórios são do Pro. No grátis, os pedidos seguem sem limite e sem comissão, mas visitas, passos do funil e conversão não são medidos nem exibidos.
- Não explica o motivo da desistência. O funil mostra onde a pessoa saiu, não por quê. A causa é hipótese a testar.
- Não identifica a pessoa. O código muda todo dia, então não dá para seguir um visitante de um dia para o outro nem saber quem foi.
- Não conta quem bloqueia rastreio nos passos do meio. O pedido é contado sempre, o que pode fazer o funil subestimar produto, carrinho e checkout.
- Não compara com o mercado. O número é só da sua loja, e a régua certa é você mesmo, semana contra semana.
Quem está no plano grátis e quer um sinal parecido pode comparar pedidos por dia, antes e depois de uma mudança, e anotar na planilha de qual canal veio cada pedido, como mostra o guia de de onde vêm os pedidos. Sem as visitas, a conversão exata fica fora de alcance, e só o volume de pedidos serve de comparação.
Por onde começar?
- Calcule a conversão geral da última semana: pedidos ÷ visitas × 100.
- Se tem o Pro, abra o funil e ache o passo com a maior queda proporcional.
- Escolha uma hipótese ligada a essa queda: foto, preço, taxa de entrega, horário.
- Faça uma mudança só e anote a data.
- Compare semanas inteiras e o mesmo canal.
- Repita com o próximo passo mais fraco.
Para conhecer o plano que traz o funil e os demais relatórios, veja /pro. E, se ainda não tem o cardápio no ar, crie o seu em app.pede.me/signup: o plano grátis tem link próprio, pedidos sem limite e sem comissão.
Perguntas frequentes
Não existe um número universal confiável, porque a conversão muda com o canal, o tipo de comida e o horário. O parâmetro útil é a sua própria loja: compare o mesmo canal semana contra semana. Uma taxa que sobe depois de uma mudança sua é informação melhor do que qualquer média de fora.
Divida o número de pedidos do período pelo número de pessoas que abriram o cardápio e multiplique por 100. Exemplo hipotético: 54 pedidos ÷ 600 pessoas = 0,09, ou 9%. O ponto fraco da conta manual é o denominador (as visitas): sem uma ferramenta que conte quem abriu o cardápio, esse número precisa vir de fora, como os cliques que uma rede social informa.
Não. Relatórios, e dentro deles o Funil do cardápio, são do plano Pro (R$ 49,90/mês). No plano grátis o painel mostra o aviso do plano em vez dos dados. Os pedidos continuam sem limite e sem comissão, e a lista de Pedidos permite contar quantos pedidos entraram por dia, mas visitas e passos do funil não são medidos.
Os passos do meio (abrir produto, pôr no carrinho, chegar ao checkout) dependem de sinais enviados pelo navegador, e quem bloqueia rastreio pode não enviá-los. O pedido, por outro lado, é registrado pelo servidor e conta sempre. Por isso o relatório trata o funil como direção, não como contabilidade exata, e nunca mostra um passo maior que o anterior.
Não. O funil mede só o cardápio público. Pedidos lançados pelo painel (telefone e balcão) e pelo totem ficam de fora, assim como pedidos de loja demonstração. Isso evita que um pedido digitado pelo atendente infle a conversão de quem abriu o cardápio no celular.
Mude uma coisa só e compare períodos iguais, de preferência semanas inteiras, porque o dia da semana pesa muito no delivery. Com poucos pedidos, uma diferença de dois ou três pedidos pode ser acaso. Se a loja tem pouco movimento, deixe a mudança por mais de uma semana antes de concluir.