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Como Lançar Pedido de Telefone e Balcão no Painel (e o que Ele Deixa Passar)
Pedido que chega por telefone, WhatsApp ou balcão deve ser lançado no mesmo painel do resto, senão some do caixa, da cozinha e do relatório. No exemplo deste guia, 40 pedidos de R$ 50 no caderno deixam R$ 2.000 de fora de um mês de R$ 17.000, ou 11,8% da venda.
Por que lançar no painel o pedido que chegou por telefone, WhatsApp ou balcão?
Porque pedido que fica fora do sistema não existe para o resto da operação. A cozinha não o vê na lista, o caixa não soma o dinheiro e o relatório não conta a venda. O painel só serve como o lugar único de cozinha, caixa e relatório se todo pedido, venha de onde vier, entrar nele.
Quem organiza a conversa para o pedido nascer limpo já tem o caminho em pedidos por WhatsApp: como organizar, e quem precisa ordenar a produção na hora do aperto tem como organizar a fila de pedidos no delivery. Este guia cuida do passo no meio: o pedido já foi combinado com o cliente e precisa entrar na lista. No pede.me isso é o botão Novo pedido, no topo da tela de Pedidos.
O pedido lançado ali segue a mesma rota do checkout do cliente. Cai na lista, imprime, conta no relatório e vira comanda igual a qualquer outro. A diferença fica marcada: o cartão do pedido mostra o selo "Lançado por você", para ninguém confundir com o que veio do cardápio.
Quanto custa o pedido que fica só no caderno?
Custa a visão do mês. O pedido anotado no caderno ou na conversa é vendido e entregue, mas some de todo número que a loja usa para decidir: faturamento, ticket médio, dia mais forte e prato mais pedido.
Exemplo hipotético: uma loja registra 300 pedidos no sistema, a R$ 50 cada, e atende outros 40 por telefone e balcão, também a R$ 50, anotados no caderno.
| Origem | Pedidos no mês | Venda (R$ 50 por pedido) | Aparece no relatório? |
|---|---|---|---|
| Cardápio digital | 300 | R$ 15.000 | Sim |
| Telefone e balcão no caderno | 40 | R$ 2.000 | Não |
| Total real | 340 | R$ 17.000 | R$ 15.000 aparecem |
A conta: 300 × R$ 50 = R$ 15.000; 40 × R$ 50 = R$ 2.000; soma de R$ 17.000. Os R$ 2.000 que faltam são 2.000 ÷ 17.000 = 11,8% da venda real. A loja olha o relatório, vê R$ 15.000 e conclui que o mês foi mais fraco do que foi. E o caixa fecha com R$ 2.000 em dinheiro e maquininha que nenhuma linha explica.
Há um segundo custo, menos visível: o pedido do caderno não tem estoque baixado, não tem taxa de entrega registrada e não tem histórico. Para medir de onde as vendas vêm, o artigo de onde vêm os pedidos: Instagram, Google ou indicação parte justamente de ter todo pedido no mesmo lugar.
Como lançar um pedido pelo painel, passo a passo?
São duas telas: primeiro os itens, depois os dados. O caminho, conforme a tela atual:
- Abra "Novo pedido" na tela de Pedidos. O botão só aparece se o cardápio tem itens disponíveis.
- Escolha os itens. A lista é a do cardápio, curta, sem foto nem descrição, com busca no topo. Toque no item para escolher opções e adicionais, quantidade e observação do item (por exemplo, "sem cebola"). Cada linha pode ser tirada da sacola pela lixeira.
- Toque em "Continuar" para ir aos dados do pedido.
- Marque Entrega ou Retirada.
- Preencha nome do cliente (obrigatório, mínimo de 2 letras) e telefone (opcional).
- Na entrega, digite endereço e número. Se o cliente falou o endereço sem número, a tela completa com "S/N" para o servidor aceitar.
- Escolha o bairro ou confira a taxa (detalhes abaixo).
- No plano Pro, escolha a data, se o pedido não for para agora.
- Marque a forma de pagamento.
- Escreva uma observação, se precisar, e toque em "Lançar pedido", que já mostra o total.
Quando falta alguma coisa, o próprio botão diz o quê ("Coloque o nome do cliente", "Escolha o bairro"). O pedido lançado aparece na lista na hora, com um aviso do valor que o servidor cobrou. A conta da tela é só prévia: quem fecha o valor é o servidor, com o preço do banco.
Como funcionam a taxa de entrega e o bairro?
A tela calcula a taxa do jeito que a loja cobra e deixa a loja corrigir. Quem atende por telefone precisa dizer o valor na hora, e por isso o total já inclui a entrega.
| Como a loja cobra | O que a tela faz |
|---|---|
| Taxa fixa | Mostra a taxa da loja, que pode ser corrigida. |
| Por bairro | Pede o bairro na lista (cada um com o seu valor) e usa a taxa dele. |
| Por distância ou km | Pede para escolher o endereço na lista de sugestões, e calcula pela distância até a loja. |
| Frete grátis acima de um valor | Zera a taxa quando os itens passam do valor definido na loja. |
Dois detalhes importam. Primeiro, o campo "Taxa de entrega (R$)" aceita um valor digitado pela loja, e o botão "usar a calculada" desfaz a correção. Com a taxa informada, a falta de bairro ou de pino no mapa deixa de recusar o pedido: serve para o endereço que o mapa não acha, a taxa combinada com cliente antigo ou a entrega de cortesia. Segundo, o cliente nunca manda taxa; só a loja logada pode.
Para escolher o jeito de cobrar, veja taxa de entrega por bairro ou km.
Exemplo hipotético de um pedido de telefone para entrega: 2 pratos de R$ 24,00 e 1 sobremesa de R$ 14,00 somam R$ 62,00 em itens. O bairro cobra R$ 6,00 de taxa. O total é R$ 62,00 + R$ 6,00 = R$ 68,00. Se a forma escolhida tiver acréscimo de 3% (uma configuração da loja), o acréscimo é calculado sobre os itens, sem a entrega: 3% de R$ 62,00 = R$ 1,86, e o total vai a R$ 69,86. Se a forma tiver desconto automático de 5% (Pro), o desconto é de R$ 3,10 e o total vai a R$ 62,00 − R$ 3,10 + R$ 6,00 = R$ 64,90. A tela mostra desconto e acréscimo antes do botão de lançar.
Como escolher a forma de pagamento e a data?
As formas são as mesmas do cardápio, com os mesmos nomes. Na lista aparecem as formas "na entrega" (dinheiro, maquininha, ou as formas com nome próprio que a loja cadastrou) e, se a loja tem, o pagamento online por PIX ou cartão. Em retirada, o rótulo troca "na entrega" por "na retirada". Detalhe: a loja que escondeu o dinheiro do cardápio ainda consegue lançar um pedido em dinheiro pelo painel, porque ali ela registra como vai receber. A tela não tem campo de troco.
Pagamento na entrega ou na retirada: o pedido entra na lista e a tela fecha com um aviso.
Pagamento online: o pedido nasce aguardando o pagamento, e a tela abre um passo com o link do pedido, o botão "Copiar link de pagamento" e o botão "Mandar no WhatsApp", com a mensagem já escrita e o valor. É o jeito de cobrar por telefone sem ditar chave e sem esperar comprovante. Com gateway (Mercado Pago ou Asaas), o pagamento que cai marca o pedido como pago; com PIX pela chave da loja, a confirmação continua manual. Para entender a diferença e o risco do comprovante, leia como receber PIX no restaurante e comprovante de PIX falso.
Data (plano Pro): o campo mostra "Pedido pra agora" por padrão. Tocando em "agendar pra outra data", aparecem um calendário e o horário em passos de 5 minutos. Se o pedido tem item de categoria por encomenda, a data passa a ser obrigatória, e a tela lembra a antecedência que aquela categoria pede, mas só como lembrete: "aqui quem decide é você". Para o lado do cliente nesse mesmo recurso, veja pedido agendado no delivery.
O que o pedido do painel não obedece, e quando isso é bom ou ruim?
O painel passa por cima das regras que protegem a loja do cliente, porque quem lança é a própria loja. Estas travas não valem no Novo pedido:
| Regra do cardápio | No Novo pedido | Quando ajuda | Quando atrapalha |
|---|---|---|---|
| Pedido mínimo da entrega | Não vale | Cliente antigo que pede pouco e a loja quer atender. | Entrega de R$ 15 com taxa de R$ 6 que a loja não aceitaria no link. |
| Horário de funcionamento | Não vale | Pedido de balcão ou combinado na hora do fechamento. | Lançar às 23h numa cozinha que já desligou a chapa. |
| Pausa da loja ("Fechar a loja") | Não vale | O dono decide atender mesmo com o cardápio pausado. | Funcionário lança pedido que ninguém vai conseguir produzir. |
| Pedido ativo no mesmo telefone | Não vale | Dois pedidos do mesmo cliente (hoje e a encomenda de sábado). | Pedido duplicado quando duas pessoas lançam o mesmo. |
| Antecedência da encomenda | Não vale | Bolo urgente que a cozinha consegue fazer. | Prazo prometido sem olhar a produção. |
| Teto de encomendas por dia | Não vale | O dono sabe o que a cozinha aguenta. | Dia estourado sem aviso na hora de lançar. |
| Horário de funcionamento na data agendada | Não vale | Entrega combinada fora do horário de balcão. | Data marcada para um dia em que a loja fecha. |
A lógica por trás é simples: essas regras existem para o cliente que pede sozinho, sem falar com ninguém. No telefone, a loja está falando com ele e decide na hora. O risco é o mesmo da liberdade: nenhuma dessas travas avisa quem lança. Quem trabalha com equipe fica melhor com uma regra da casa, escrita e combinada, do tipo "pedido fora do horário só com o OK do dono". Para configurar as regras que protegem o link, veja pedido mínimo no delivery e horário de funcionamento e pausa da loja.
Também não é dispensado, porque a regra é do produto e não do cliente:
- Item esgotado ou fora do cardápio: não aparece na lista do Novo pedido.
- Estoque zerado (Pro): o servidor recusa o item e pede para tirá-lo do pedido.
- "Máximo por pedido": o servidor recusa acima do limite do item.
- Prazo máximo da data: 7 dias à frente em pedido comum, 60 em encomenda, sempre uma data futura.
Resumo: a loja libera as regras de quem pede, e o produto mantém as de quem produz.
O que a tela do Novo pedido não tem?
A tela é feita para o pedido avulso, e isso tem limite. Na versão atual, ela não tem:
- Busca por telefone ou cadastro de cliente. Nome, telefone, endereço e número são digitados em cada pedido. Para o cliente que pede toda semana, o ganho de tempo está em mandar o link do cardápio, que ele preenche sozinho.
- Campo de código de cupom. O desconto automático por forma de pagamento (Pro) entra sozinho, mas não há onde digitar um cupom.
- Uso de crédito de cashback. O cliente que acumulou crédito só o usa no cardápio. Sem telefone no pedido, o que depende do telefone (cupom por pessoa, cashback) também não tem como funcionar.
- Campo de troco.
- Avisos por WhatsApp ao cliente. O botão "Mandar no WhatsApp" abre a conversa com o link e a mensagem pronta, e a loja envia na própria mão; o aviso automático ainda não está liberado.
O telefone é opcional, e a diferença aparece depois: sem ele, o pedido não alimenta nenhuma lista de clientes que voltam. Para quem quer medir recompra, o artigo como fazer o cliente recomprar parte de ter o telefone de quem comprou.
O que o pede.me faz e não faz no pedido lançado pelo painel?
Faz:
- Lança pedido de entrega ou retirada com itens, opções, observações, taxa e forma de pagamento.
- Calcula a taxa pelo jeito que a loja cobra, com frete grátis, e deixa corrigir o valor.
- Mostra desconto e acréscimo da forma de pagamento antes de lançar (desconto automático é do Pro).
- Gera o link de pagamento para PIX ou cartão online e abre o WhatsApp com a mensagem pronta.
- Agenda para outro dia e hora, no plano Pro, sem as travas de horário da loja.
- Conta o pedido nas vendas do relatório e do caixa e o marca como "Lançado por você".
- Gera orçamento com validade (Pro) a partir da mesma tela, que vira pedido com um toque. Veja orçamento para restaurante com validade.
Não faz:
- Não busca cliente por telefone nem preenche endereço da compra anterior.
- Não aceita código de cupom nem crédito de cashback no pedido.
- Não avisa a loja de pedido fora do horário, em pausa ou abaixo do mínimo; simplesmente deixa passar.
- Não baixa PIX da chave da loja sozinho: a confirmação é manual. Só gateway (Mercado Pago ou Asaas) confirma sozinho.
- Não faz a ficha do cliente nem mede recompra de quem pediu sem telefone.
Como combinar o painel com o que já funciona na loja?
O painel não substitui o link, completa. O desenho que funciona é este:
- Cliente novo ou que pede pouco: manda o link do cardápio, que já valida horário, mínimo e pausa, e dispensa a digitação.
- Cliente que prefere falar: a loja lança pelo Novo pedido enquanto conversa, para o pedido entrar no mesmo painel.
- Balcão: a loja lança como Retirada, escolhe a forma (dinheiro ou maquininha) e o pedido conta no caixa.
- Cliente que quer preço antes de fechar: gera o orçamento e converte quando ele aceitar.
O teste que o dono faz em uma semana: contar quantos pedidos entraram só no caderno e comparar com o que o relatório mostrou. Se o caderno somou 40 pedidos e o painel 300, a conta do primeiro exemplo se repete, e o relatório está subestimando a venda em cerca de 12%. Lançar todos por uma semana mostra o número verdadeiro. E a regra de equipe sobre o que passa ou não passa fora das travas fica combinada antes de entregar a tela a mais alguém.
Perguntas frequentes
Sim, o botão "Novo pedido" existe no plano grátis, que é grátis de verdade e sem comissão. Dentro dele, a data de entrega ou retirada, o desconto automático por forma de pagamento e o orçamento com validade são do plano Pro (R$ 49,90/mês). Sem o Pro, o pedido é lançado para agora.
Só por algumas. O pedido mínimo, o horário de funcionamento, a pausa da loja, o bloqueio de pedido ativo no mesmo telefone, a antecedência da encomenda e o teto de encomendas por dia não valem para quem lança pelo painel. Já item esgotado, estoque zerado, o "Máximo por pedido" e o limite de dias à frente continuam valendo.
Não. A tela do Novo pedido não tem busca por telefone nem traz os dados da última compra: nome, telefone (opcional), endereço e número são digitados a cada pedido. Para o cliente que pede sempre, vale mandar o link do cardápio, onde ele mesmo preenche, em vez de digitar tudo de novo.
Escolha a forma online (PIX ou cartão, se a loja tiver). O pedido nasce aguardando o pagamento e a tela entrega o link para mandar ao cliente, inclusive pelo WhatsApp. Se o PIX é pela chave da loja, a confirmação é manual: a loja confere o dinheiro na conta e marca. A baixa automática exige gateway (Mercado Pago ou Asaas).
No plano Pro, sim: o campo de data aceita o dia e a hora que a loja escolher, sem a trava do horário de funcionamento. O limite é de 7 dias à frente em pedido comum e de 60 dias quando há item por encomenda. A data precisa ser futura. No plano grátis o pedido é sempre para agora.
Sim. Ele entra na lista, imprime e conta nas vendas do relatório e do caixa, como qualquer pedido não cancelado. A exceção é o funil do cardápio, que mede visitas e conversão do link e deixa os pedidos do painel de fora de propósito, para não inflar a conta.