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Delivery sem Comissão: a Conta do que Sobra no Fim do Mês

Delivery sem comissão compensa quando o pedido já era da loja e o app só cobra a fatia por cima. No exemplo hipotético deste guia, 400 pedidos de R$ 50 deixam R$ 10.050 no fim do mês só no marketplace e R$ 11.020,10 com metade dos pedidos no canal próprio.

Quanto sobra no fim do mês em um delivery sem comissão?

Sobra mais quando o pedido já era da loja e deixa de pagar uma fatia a quem não o trouxe. No exemplo hipotético deste guia, uma loja com 400 pedidos de R$ 50 por mês fica com R$ 10.050 depois dos custos se vender só pelo marketplace, e com R$ 11.020,10 se metade dos pedidos passar para um canal próprio. Se todos passassem e nenhum pedido se perdesse pelo caminho, seriam R$ 12.450,10. Este último é um teto teórico, e a conta mais abaixo mostra quanto o volume pode cair antes de ele deixar de valer.

Delivery sem comissão não é delivery sem custo. É um canal em que a plataforma não cobra porcentagem sobre cada venda. O resto da conta (comida, embalagem, entrega, taxa do pagamento online) continua a existir. Por isso a comparação honesta é sempre quanto sobra por pedido, e não o preço que aparece no cardápio.

Este artigo faz a conta com uma loja de exemplo e mostra o ponto em que o canal próprio compensa e quando ainda vale manter o marketplace. Para a comissão em reais, veja quanto o iFood cobra de comissão; para o plano de 30 dias, como sair do iFood sem perder clientes; para os critérios de decisão, iFood ou delivery próprio: vale ter os dois.

Quais são os custos de um marketplace, segundo o site oficial?

O site oficial do iFood Parceiros lista planos com comissão e taxa de pagamento online diferentes. Conforme o site oficial, consultado em outubro de 2026, com valores vigentes na atualização de 23/06/2026:

PlanoComissãoPagamento onlineMensalidadeEntrega
Básico12%3,2%R$ 110,00Fica com a loja
Entrega23%3,2%R$ 150,00iFood assume a logística

A mesma página informa que a mensalidade não é cobrada de lojas com faturamento mensal abaixo de R$ 1.800,00, que há um plano Entrega Flex com comissão de 12% na área própria e 23% nas áreas de cobertura de parceiros, e que as taxas podem variar por região e categoria conforme o contrato registrado no Portal do Parceiro. Fonte: iFood Parceiros, "Taxas do iFood para restaurante" e iFood Parceiros, "Planos iFood", consultadas em outubro de 2026. O seu contrato é o que vale: confira o percentual no Portal do Parceiro antes de usar a conta.

A comissão do plano Entrega inclui a logística. Por isso a conta principal usa o plano Básico (entrega da loja nos dois canais) e o plano Entrega tem seção própria.

Qual é a conta do mês de uma loja de exemplo?

Todos os números a seguir são um exemplo hipotético, para ser refeito com os da sua loja.

  • 400 pedidos por mês, ticket médio de R$ 50, vendas de R$ 20.000.
  • Custo de R$ 17 por pedido (R$ 15 de insumo e R$ 2 de embalagem), ou R$ 6.800 no mês. É o mesmo custo nos três cenários, porque a comida não muda com o canal.
  • Marketplace no plano Básico: 12% de comissão, 3,2% de pagamento online e R$ 110 de mensalidade, com todos os pedidos pagos online (hipótese simplificadora).
  • Canal próprio: taxa do provedor de pagamento de 2% sobre o valor vendido (hipotética, a ser trocada pela da sua conta), plano Pro de R$ 49,90/mês e R$ 300 por mês de divulgação (impressos, anúncio pequeno), também hipotéticos.
  • Entrega por conta da loja nos dois canais, então o custo dela é igual e fica fora da comparação.
Item do mês (exemplo)Só marketplaceMetade e metadeSó canal próprio
VendasR$ 20.000,00R$ 20.000,00R$ 20.000,00
Insumo e embalagem (R$ 17 × 400)R$ 6.800,00R$ 6.800,00R$ 6.800,00
Comissão de 12%R$ 2.400,00R$ 1.200,00R$ 0,00
Pagamento online do marketplace (3,2%)R$ 640,00R$ 320,00R$ 0,00
Mensalidade do marketplaceR$ 110,00R$ 110,00R$ 0,00
Taxa do provedor (2%, hipotética)R$ 0,00R$ 200,00R$ 400,00
Plano ProR$ 0,00R$ 49,90R$ 49,90
Divulgação do canal próprioR$ 0,00R$ 300,00R$ 300,00
Sobra antes de mão de obra e contas fixasR$ 10.050,00R$ 11.020,10R$ 12.450,10

Como conferir cada coluna:

  1. Só marketplace: 20.000 − 6.800 − 2.400 − 640 − 110 = 10.050.
  2. Metade e metade: são 200 pedidos (R$ 10.000) em cada canal. No marketplace: 1.200 + 320 + 110 = 1.630. No canal próprio: 200 + 49,90 + 300 = 549,90. Sobra: 20.000 − 6.800 − 1.630 − 549,90 = 11.020,10.
  3. Só canal próprio: 400 + 49,90 + 300 = 749,90. Sobra: 20.000 − 6.800 − 749,90 = 12.450,10.

Em relação ao só-marketplace, a coluna do meio deixa R$ 970,10 a mais no mês, e a última R$ 2.400,10 a mais. Para o preço com taxa e embalagem, veja preço de venda no delivery.

Quanto cada pedido movido para o canal próprio deixa a mais?

Por pedido de R$ 50, o marketplace tira R$ 7,60 (15,2% entre comissão e pagamento online), e o canal próprio com a taxa hipotética de 2% tira R$ 1,00. A diferença é de R$ 6,60 por pedido movido. Sobram R$ 25,40 no marketplace (50 − 7,60 − 17) e R$ 32,00 no canal próprio (50 − 1,00 − 17), antes da mensalidade e da divulgação.

Dois desdobramentos úteis dessa diferença:

  • A mensalidade do Pro se paga com poucos pedidos movidos. R$ 49,90 ÷ R$ 6,60 = 7,56, ou seja, 8 pedidos movidos no mês cobrem o plano (8 × 6,60 = R$ 52,80). O Pro tem outros recursos, e esta é só a régua do pagamento.
  • Pedido pago pela chave PIX da loja não tem taxa de provedor. A conta acima usa 2% sobre tudo, o que é conservador para quem recebe parte por PIX direto e dinheiro. A contrapartida é que a confirmação desses pagamentos é manual, no app do banco. A comparação entre formas de receber está em taxa do cartão x PIX: quanto o delivery perde e a base do PIX em como receber PIX no restaurante.

Até quanto o volume pode cair e o canal próprio ainda compensar?

Na conta de exemplo, o canal próprio ainda empata com o marketplace se a loja perder até 75 pedidos por mês, ou 18,75% do volume. Essa é a pergunta que o cenário "só canal próprio" da tabela esconde: ele supõe que os 400 pedidos continuam chegando, e isso ninguém garante.

A conta do empate, com a mesma loja de exemplo:

  1. Sobra do cenário só-marketplace: R$ 10.050.
  2. Sobra por pedido no canal próprio: R$ 32,00. Custos fixos do canal: R$ 49,90 (Pro) + R$ 300 (divulgação) = R$ 349,90.
  3. Com N pedidos no canal próprio, a sobra é 32 × N − 349,90.
  4. Para empatar: 32 × N − 349,90 ≥ 10.050, então N ≥ 324,97. O primeiro número inteiro que fecha é 325.
  5. Prova: 325 × 32 = 10.400, menos 349,90 dá R$ 10.050,10, que passa dos R$ 10.050. Com 324 pedidos dá R$ 10.018,10, que fica abaixo.

Abaixo de 325 pedidos, a loja do exemplo ganha menos do que ganhava só no marketplace. Por isso é arriscado apagar o app de uma vez. O caminho de menor risco é mover pedidos de clientes que já conhecem a loja, medir o mês e só então decidir quanto reduzir do marketplace. O plano de execução, semana por semana, está em como sair do iFood sem perder clientes.

E se o plano do marketplace incluir a entrega?

Se o plano inclui entrega, parte da comissão é o pagamento da logística, e o canal próprio só compensa se a entrega da loja custar menos do que a diferença. Pelo site oficial, o plano Entrega cobra 23% de comissão contra 12% do Básico: a diferença é de 11 pontos percentuais.

Exemplo hipotético, com o mesmo pedido de R$ 50: no plano Entrega, comissão e pagamento online somam 26,2%, ou R$ 13,10. No Básico, 15,2%, ou R$ 7,60. A diferença é de R$ 5,50 por pedido (além de R$ 40 a mais de mensalidade por mês, 150 − 110).

A pergunta passa a ser: a entrega por conta da loja, pelo motoboy próprio ou freelancer, custa menos de R$ 5,50 líquidos por pedido, depois de descontar a taxa de entrega paga pelo cliente? Se sim, o canal próprio ganha também na logística. Se a entrega sai mais cara do que isso, o app está entregando mais barato do que a loja consegue. Veja como calcular a taxa e o custo da corrida em taxa de entrega por bairro ou km.

Quando ainda vale manter o marketplace?

Vale manter quando ele traz pedidos que a loja não teria de outra forma e a sobra por pedido continua positiva. No exemplo, o pedido que veio só pelo marketplace deixa R$ 25,40 depois de comissão e custos. Esse dinheiro não existiria sem o app, então a comissão ali não é perda: é o preço de um cliente que a loja ainda não alcança sozinha.

Sinais de que o marketplace ainda faz sentido:

  • Loja nova ou sem lista de clientes. Ninguém conhece o nome ainda, e fazer divulgação própria leva tempo.
  • Dependência da logística do app. Se a loja não tem entregador nem retirada organizada, o plano de entrega do marketplace resolve um problema real.
  • Pouco movimento no entorno. Se o público chega pela busca no aplicativo, o app é o canal de descoberta.

E sinais de que a comissão está pesando sem comprar nada:

  • Pedidos de clientes que a loja já conhece e chamam todo dia, mas só ligam pelo app por hábito.
  • Retirada no balcão de quem mora perto, em que o app não faz entrega nenhuma.
  • Encomendas combinadas com o cliente direto, em que o marketplace só entra no meio.

Para separar um grupo do outro com número, é preciso saber de onde vem cada pedido. O método está em de onde vêm os pedidos: Instagram, Google ou indicação.

O que o pede.me faz e o que não faz nessa conta?

O pede.me entra na coluna do canal próprio, e é útil separar o que ele cobra e o que não cobra.

O que faz:

  • Não cobra porcentagem sobre pedidos, nem no plano grátis nem no Pro. O grátis é grátis de verdade e o Pro é um valor fixo de R$ 49,90/mês, que não muda com o número de pedidos.
  • Entrega o pedido no painel da loja, a partir de um link próprio que a loja divulga no Instagram, no WhatsApp, no Google e na embalagem.
  • Deixa o dinheiro na conta da loja. O pagamento do pedido vai direto para a chave PIX da loja ou para a conta do provedor dela, sem passar pelo pede.me.
  • Aceita PIX pela chave da loja (confirmação manual, no app do banco) e, no plano Pro, conecta o Mercado Pago ou o Asaas para a confirmação automática. Com o Mercado Pago conectado, o Pro também pode oferecer cartão online.
  • Mostra, no plano Pro, de onde vêm os clientes (relatório de tráfego por canal), para a loja ver o que cada divulgação trouxe.

O que não faz:

  • Não define nem cobra a taxa do provedor de pagamento. A taxa do Mercado Pago ou do Asaas, quando existe, é definida pelo provedor e cobrada dele, conforme a conta da loja. O percentual da conta acima é hipotético: troque pelo da sua.
  • Não traz clientes novos por conta própria. O pedido chega pelo link que a loja divulga. Quem depende da descoberta dentro de um aplicativo continua dependendo dela.
  • Não fornece entregadores. A entrega é da loja, com a equipe ou os freelancers dela.
  • Não garante que o cliente do marketplace migre. Mover pedidos depende do convite, do atendimento e do preço. A conta mostra quanto vale cada pedido movido, não quantos vão se mover.
  • Não confirma o PIX da chave sozinho. Sem gateway, a loja confere o pagamento no app do banco antes de liberar a produção.

A página /cardapio-digital-sem-comissao resume a proposta, e a /pro lista o que o plano pago inclui.

Passo a passo: como fazer a sua conta e testar

  1. Pegue três números do último mês fechado: quantidade de pedidos, ticket médio e o que o marketplace descontou (comissão, pagamento online e mensalidade). Os valores descontados aparecem nos repasses do marketplace.
  2. Calcule o custo por pedido (insumo e embalagem) e a sobra por pedido no marketplace: ticket − taxas do app − custo.
  3. Estime a taxa do seu provedor de pagamento no contrato dele, ou use 0% para o PIX pela chave da loja.
  4. Monte as três colunas da tabela acima com os seus números: só marketplace, metade e metade, só canal próprio.
  5. Calcule o ponto de empate (a sobra do marketplace dividida pela sobra por pedido do canal próprio, ajustada pelos custos fixos) para saber quantos pedidos o canal próprio precisa ter.
  6. Mova primeiro os pedidos de clientes que já conhecem a loja, com um convite na embalagem ou no WhatsApp, e deixe o marketplace rodando.
  7. Meça por 30 dias quantos pedidos entraram pelo canal próprio e se o total de pedidos se manteve. Só então decida se reduz a presença no app.

O teste que decide: se o total de pedidos se manteve e a sobra aumentou, o canal próprio está compensando. Se o total caiu além do ponto de empate, o marketplace ainda trazia pedidos que importavam.

Por onde começar?

Comece pela conta, antes de mexer em qualquer coisa. O resultado diz se o seu caso é mover alguns pedidos ou manter tudo como está.

Quem quiser testar o canal próprio sem custo pode criar o cardápio no plano grátis em app.pede.me/signup: tem link próprio, pedidos sem limite e sem comissão. O Pro entra depois, se a conta pedir os recursos dele. Os números do marketplace deste artigo vêm do site oficial do iFood Parceiros, consultado em outubro de 2026, e podem mudar; o contrato de cada loja prevalece. Para impostos e enquadramento da loja, confirme com seu contador.

Perguntas frequentes

Não. Significa que a plataforma não cobra uma porcentagem sobre cada pedido. Continuam existindo o custo da comida, da embalagem, da entrega e, no pagamento online, a taxa do provedor de pagamento (Mercado Pago ou Asaas, por exemplo), que é definida e cobrada por ele, não pelo pede.me. Pagar pela chave PIX da loja não passa por provedor, mas a confirmação é manual.

Depende do plano do marketplace e da taxa do seu provedor. No exemplo hipotético deste artigo (marketplace a 15,2% entre comissão e pagamento online, provedor a 2%), cada pedido de R$ 50 movido deixa R$ 6,60 a mais. Com o Pro a R$ 49,90, bastam 8 pedidos movidos no mês para cobrir a mensalidade. No plano grátis, não há mensalidade a cobrir.

Pode, e é o arranjo que a conta do exemplo favorece para quem ainda depende do app para ser descoberto. O marketplace fica com o pedido de quem ainda não conhece a loja, e o canal próprio recebe quem já é cliente. Para decidir a divisão, o artigo "iFood ou delivery próprio: vale ter os dois?" tem os critérios.

Não. O pede.me não cobra porcentagem sobre pedidos em nenhum dos dois planos. O grátis não tem mensalidade; o Pro custa R$ 49,90/mês, valor fixo que não muda com o número de pedidos. O pagamento do pedido vai direto para a conta da loja, sem passar pelo pede.me.

Não. Quando a loja conecta a própria conta de um provedor, a cobrança é criada na conta da loja e a taxa, se houver, é definida e cobrada pelo provedor, conforme o contrato dela. O percentual muda por provedor, meio de pagamento e condição comercial, por isso a conta deste artigo usa um valor hipotético que deve ser trocado pelo da sua conta.

A conta precisa incluir essa hipótese. No exemplo do artigo, mesmo com 18,75% menos pedidos (325 em vez de 400) o canal próprio ainda empata com o cenário só-marketplace. Abaixo disso, o marketplace rende mais. Por isso o caminho mais seguro é mover pedidos aos poucos e medir, em vez de sair de uma vez.

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